
terça-feira, novembro 20, 2007
Star Trek Enterprise - Um post, uma review geek

terça-feira, novembro 13, 2007
Desculpe, tem um euro... ou cinquenta cêntimos?
O que hoje trago à conversa é mais um item da minha lista de pequenos ódios urbanos que de há uns anos para cá venho alimentando: detesto que me peçam trocos!!! domingo, outubro 28, 2007
N' A Latada à Bolonhesa
E na passada Sexta-feira foi assim! Dois excelentes concertos - David Fonseca e The Gift - deram o mote para uma noite fantástica de boa música, bom gosto e momentos plenos de sentido!
Mais um ano, mais uma Latada; para Caloiros, Doutores e Antigos Estudantes - sim, porque quer se queira quer não a Festa, continua a ser da Academia!
De facto, a noite teve isso tudo, mas pecou por defeito num aspecto, talvez apenas estético, talvez apenas mais querido de quem já não trilha esse Caminho e dele sente nostalgia.
Contudo, não podia deixar de trazer aqui à conversa a constatação que fiz, enquanto assistia aos concertos.
Ao ser uma festa de Estudantes da Academia de Coimbra e estar precisamente habituado a uma certa cor local que sempre marcou a diferença, foi com alguma tristeza que me dei conta de que se contavam pelos dedos aqueles que vestiam Capa e Batina.
E a chamada para o "encore" das bandas? Parece, afinal, que já lá vai o tempo em que, a plenos pulmões, da multidão ecoava um clamor colectivo.
As bandas, ao ouvirem "Briosa" sabiam o que lhes aguardava - mais uma subida ao palco e mais um bom bocado de música.
Desta vez, acredite-se ou não, não ouvi "Briosa" uma única vez. E quando nos atrevemos a fazê-lo, olharam para nós como se fôssemos uma espécie de estrangeiros ou coisa do género.
Bolonha veio para ficar. Bolonha parece marcar uma nova era, onde novos graus de praxe se misturam com um cenário mais adequado aos "Morangos Com Açúcar" e a uma futilidade irresponsável de a quem pouco ou nada foi exigido, reinando a ignorância acerca de uma coisa, agora "antiquada", chamada Tradição.
Enfim, valeu a música nesta Latada à Bolonhesa!
quarta-feira, outubro 24, 2007
Um Ano, um dia na Esplanada
O tempo passa... Ainda que mais devagar nesta Esplanada, onde a intenção, essa, permanece.O lugar onde o que interessa são as ideias e as conversas;
O lugar que não procura qualquer cânone regulador;
O lugar onde se fala de tudo e onde a arte de criar encontra o seu solo sagrado;
Esse lugar é aqui, junto a uma Catedral - mas que nada quer ter que ver com ela (apenas se procura respirar a sua história);
Esse Lugar fez, por estes dias, um ano. E um ano corresponde aqui a um dia.
Venha o segundo dia! Não há qualquer encerramento para descanso do pessoal.
Um café e uma Perrier, por favor!
quarta-feira, outubro 10, 2007
PORTUCALE
E mais um 5 de Outubro se passou, desta vez a proporcionar um fim-de-semana prolongado, que calha sempre bem para se ir descansando, ou, então, como foi o meu caso, para ir sofrendo as tradicionais maleitas do início de Outono (que incluem nariz entupido e muita tosse).De facto, e segundo a communis opinio dos historiadores, também a 5 de Outubro, mas de 1143, El-Rei D. Afonso Henriques (já assim se tinha auto-proclamado em 1140) assinava, com Afonso VII de Castela e Leão, o Tratado de Zamora, o nosso primeiro instrumento de direito internacional público e também o documento tido como fundador da Nacionalidade Portuguesa.
quinta-feira, outubro 04, 2007
quarta-feira, setembro 19, 2007
Verão
O Pico, visto do Faial, junto ao Peter Café Sport, Agosto de 2007Apenas me ocorre dizer em jeito de recordação e saboreando o gin bebido ao final da tarde:
Até à volta!
terça-feira, agosto 21, 2007
segunda-feira, agosto 20, 2007
quarta-feira, julho 25, 2007
Literatura de Buvete

Milan Kundera foi um autor que conheci em idade relativamente jovem e, desde aí, tenho vindo a ler com interesse e prazer os seus romances.E lembrei-me de Kundera para sugerir uma leitura agradável, ainda dentro do tema de conversas que se vão ouvindo nesta esplanada.
terça-feira, julho 24, 2007
Termas III

Nesta esplanada, onde também se vai pedindo "uma água fresca, fáxabor", não nos podíamos esquecer das termas mais emblemáticas de Portugal.
Próximas da mata do Buçaco - um local também muito engraçado - damo-nos conta, pela visita à página, que estas termas são das poucas que ainda se mantêm fiéis à imagem clássica, desprovida de quaisquer eufemismos ou pretensiosismos espúrios.
De facto, pela consulta feita aos tratamentos disponíveis não temos cá Banhos de Vichy nem massagens de lodos nem algas.
Temos tratamentos para a sinusite e ginástica em piscina termal, isso sim!
Embora seja certo dizer que cada estância termal está destinada a certos fins terapêuticos, definidos em função das propriedades químicas das suas águas - que diferem de localização para localização - também certo será que, pelo conceito, do modo que é dado a conhecer, estas termas seguem uma linha muito mais sóbria.
Na verdade, nem de outra forma poderia ser. E falo por experiência própria. Não há nenhum glamour no tratamento de uma coisa tão aborrecida e inconveniente como a sinusite.
Por outro lado, a própria vila do Luso tem um toque vintage bem preservado - com o Grande Hotel a dar a cor local - que seduz qualquer nostálgico da série "Poirot".
E, depois, é agarrarmos nos garrafões vazios que vamos guardando em casa (eu por mim, detesto esse hábito) e rumarmos, com o povo, todos juntos, até às fontes públicas do Luso para os encher.
Como era o slogan? Água do Luso tão natural...
segunda-feira, julho 23, 2007
Termas II

Resta saber se para melhor. Senão vejamos:
quinta-feira, julho 12, 2007
Termas

terça-feira, maio 29, 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
Meteo

terça-feira, abril 24, 2007
Estava eu em Coimbra...
Muitas estórias, peças da grande história que se escreveu, poderiam aqui ser registadas.
Por exemplo, o caso do Engenheiro Agrónomo Almerindo Lacerda, afilhado do Senhor Almirante Thomaz e comandante da Companhia de Atiradores 5, de '62 a '70, Guiné Bissau, que se encontrava, nesse dia 25, na casa de férias do seu tio Luís Manuel, na Praia das Maçãs e que começou por pensar que o golpe era da Direita.
Ou então o relato do Paulo Costa, soldado do Batalhão de Transmissões 10, dos anos de '68 a '72, que tinha visto o seu Sargento Lopes a ser despedaçado por uma mina, numa qualquer picada em Angola e que também se tinha levantado cedo nessa manhã para se apresentar ao serviço na empresa de mudanças do seu tio Alberto.
Ou ainda o da Maria Celeste, estudante do sétimo ano dos Liceus, natural e residente em Setúbal e madrinha de guerra do seu primo Toni.
Contudo, há um relato curioso, que vale a pena ser contado. O relato de uma estudante de Coimbra, uma resistente silenciosa, que, embora não entendendo muito de política e de activismo, suspirava por uma lufada de ar fresco que ia tardando. Não gostava daqueles senhores de óculos escuros que entravam no Pigalle ao mesmo tempo que ela, que pareciam também gostar de jogar matraquilhos no Moçambique, mas que permaneciam sempre sentados, sisudos e sérios.
Por sinal, tudo tinha começado depois de uma das suas amigas ter assobiado, em jeito de inocente brincadeira, para os cães errados, que latiam no edifício em frente à sua residência, na Antero de Quental. Enfim... Não obstante ter sido abordada na noite do mesmo dia em que ocorreu tal precalço quasi-sacrílego, a nossa ora protagonista nunca terá visitado as tais instalações da Direcção-Geral de Segurança.
Por acaso, quando era mais nova, ouvia o seu pai, de vez em quando, comentar com a sua mãe que aquele seu amigo, ex-presidente da Associação Académica, tinha sido novamente preso pela PIDE. Desde esses tempos, que não tinha ficado a gostar daquela "força de segurança".
Noite de 24: No quarto de beliches e cama individual, esta nossa estudante tentava perceber alguma coisa de Economia, enquanto as suas colegas se concentravam em volumosas sebentas de "Fisiologia do Sistema Nervoso Central" e "Introdução à Lógica Aristotélica" ou outra coisa do género - tudo ao som da música que ia passando na telefonia.
Já a noite ia quase no seu termo, e os livros ainda a meio, quando a Emissora Nacional concede essa pérola a todos os seus estimados ouvintes: "E agora, convosco, o representante de Portugal no Festival da Eurovisão, Paulo de Carvalho, com o tema 'E Depois do Adeus'"... Era uma música de que elas gostavam, tal como gostavam do Zeca, que não se ouvia tanto...
Passado pouco tempo, a nossa estudante e as suas duas companheiras de quarto (ambas nascidas e criadas no Brasil) fecharam as luzes e deitaram-se.
Manhã de 25: "Mininas, Mininas, um golpi d' istado!!!". Era uma das suas companheiras de quarto que entrava no quarto, num estado de agitação invulgar para aquelas horas da manhã.
A nossa estudante, tentando tirar a cabeça da almofada, apenas pergunta, ainda bocejante: "Mas o que é que é um golpe de estado?"
Pouco tempo depois, saem do quarto, já vestidas, curiosas, expectantes, correndo logo para junto das pias Irmãs Religiosas, as guardiãs daquela residência, numa tentativa de recolher mais informações sobre o que realmente se estava a passar.
Ao que parecia, os militares tinham-se revoltado novamente, como há coisa de um mês atrás nas Caldas da Rainha... Só que desta vez a coisa parecia mais séria. O Senhor Presidente do Conselho e o Presidente da República estavam cercados no Quartel do Carmo em Lisboa.
Logo de seguida, correram para as arcadas do jardim da residência. Em frente, na rua, a turba ia aumentando em gritos de guerra... estudantes, na sua maioria, mas também imensos futricas...
A sede da PIDE estava cercada por militares. Carros eram virados, pedras eram lançadas a muitos dos tais indivíduos que agora já não tinham óculos escuros nem aquela pose de inquisidores silenciosos... Muitos tinham era a cabeça partida, fruto de uma mais violenta e certeira pontaria, qual acto de catarse retributiva de alguns que ali dentro se encontraram de frente com a mais sombria mão pesada e enluvada do regime.
A nossa Estudante continuava perplexa... Nunca tinha visto nada assim... De início, não sabia muito bem o que fazer, mas depois preferiu optar pelo silêncio, pelos comentários discretos... Apenas mais tarde se deixou levar pela onda dos comícios - foi a todos - do entusiasmo voluntarista e prenhe de utopias.
Contudo, no mais profundo do seu Ser e Sentir, viveu, logo ali, um Triunfo... O Triunfo de um novo Começo!
Pelo menos, o que estivesse para vir teria de ser bem melhor do que até aí fora. Os seus desejos eram os mais simples e, sim, os mais Puros!
Esta é uma estória ouvida na esplanda. Embora alguns dos factos aqui descritos e narrados se tenham realmente passado, outros há que foram puramente ficcionados.
quarta-feira, abril 18, 2007
Quando a Caixa toca...

Estas são imagens recolhidas na Caixa Automática da CGD, em Coimbra, ao pé do D. Dinis.Para todos os fãs da Caixa, que gostam desta esplanada.
Enquanto levantam dez euros para uns finos e uma nata...
O telefone é que não percebi para que servia...
De qualquer modo, também continuam a existir cadernetas! Vá-se lá entender...
sexta-feira, março 23, 2007
Duran Duran?...
Há pouco, em serão televisivo, a propósito da anabeliana comédia romântica que está a estrear nas nossas salas de cinema - o "Music and Lyrics", com o Hugh Grant e a incompreendida Drew Barrymore (a menina que aparentemente ficou mesmo traumatizadinha para o resto da vida, em virtude de um tal de "ET" que se instalou em sua casa e que tinha um duvidoso e luzidio dedo indicador, mais próprio para um toque rectal do que para ter piada) - ouvi um comentário engraçado: o revivalismo dos anos oitenta está aí!
Bem, estes eram os nossos anos oitenta... Ou, pelos menos, os mais Pop - como os Ban gostavam de cantar!
Por certo, a fazer lembrar "Rio" dos Duran Duran, mas muito, muito, muito mais nosso! Upa, upa!
Muito antes do Dan Brown, já este grupo era um verdadeiro código! Mas não de bom gosto...
quinta-feira, março 15, 2007
Uma Perrier, por favor!



Em Nova Iorque há um restaurante, onde, além da carta de vinhos, existe uma carta de águas.
De há uns anos para cá que me venho interessando por esta marca.
Em Roland Garros, a Perrier é a patrocinadora oficial do torneio;
Para Hemingway, é a sparkle que se mistura com Hague.
Quanto a mim, gosto dela simples, bem fresca, embora com um excelente James Martins de Vinte Anos - em copo de fino vidro raso e duas pedras de gelo, à sombra de um abrasador e estival sol alentejano -,também seja excelente.
Na esplanada, alguém pede: "Uma Perrier, por favor!"
quinta-feira, março 01, 2007
O Conde Olavo - parte I (continuação)
"A Senhora desce já, senhor Conde", disse a empregada ao entrar na estufa vinda da lúgubre sala de jantar, pintada em tons de verde escudo e com móveis de estilo "Renascença", já carcomidos por séculos de pesarosas heranças familiares.
O Conde acenou sombriamente, lançando o seu gélido olhar para Benedita que começou a sentir estranhos arrepios. Este sujeito provocava-lhe um sentimento de medo tal que muitos dos seus frequentes pesadelos o tinham como personagem predominante e principal.
Ao sacar do seu argênteo relógio de bolso, prenda do seu severo pai aquando do seu exame final da instrução primária, o Conde começou a calcular mentalmente o tempo do percurso das suas duas amigas que tinham ficado de vir ter a casa da senhora Felisbina. Muito do seu sucesso nesta nova empresa dependia das prodigiosas capacidades dramáticas dessas duas senhoras tão pias e tão castas.
Deviam estar para chegar... Hoje era um excelente dia, ainda que persistindo o incomodativo eco do relógio de cuco, causador de uma noite insone. Hoje era um excelente dia, pois era o início de uma nova conquista e isso, para o Conde Olavo, tinha sido sempre motivo de grande entusiasmo. A campainha voltou a tocar. "São elas" - pensou, sentindo um doce conforto no peito.»







