quarta-feira, janeiro 02, 2008

A tertúlia





"Nos cafés dou de beber à poesia..."
Couto Viana


Onde ficará agora o tempo em que, no fumo de um cigarro, o ligeiro discorrer e a cúmplice partilha fraterna de motes e glosas, de ideias e impressões marcavam as notas indeléveis de uma boa tertúlia?

Ficámos certamente mais higiénicos e a respirar um ar dito mais "puro", mas perdemos definitivamente o toque e o engenho de uma liberdade que marcou uma geração de pensamento livre, cuja imagem de marca residia, precisamente, nesse gesto de acender um "Definitivo" ou um "SG Ventil".

Abram agora alas para galões e bolos fat-free, porque já nem a cerveja será de bom tom pedir! Abram agora alas para gente saudável que apenas bebe suminhos de fruta, com um semblante de falsa santidade e insólita virtude.

A poesia, essa, procurará outros lugares onde beber, onde correr.



Post publicado também em Pena Suave

terça-feira, janeiro 01, 2008

O bar




O melhor Bar da Figueira da Foz, onde as caipiroskas e o Dry Martini têm um significado especial.

O lugar onde receber o novo Ano se torna um ritual de bom gosto, repleto de intensa cumplicidade.

Perfumaria Bar, na Figueira da Foz - para quem gosta de Pub's e sabe apreciar bons momentos.

sábado, dezembro 22, 2007

Lista de Presentes

A esplanada junto à Catedral encheu-se de iluminações festivas, enfeites dourados e vermelhos, e pôs toalhas de pano em tons de verde escuro sobre as mesas.
Neste contexto e respondendo ao mote lançado pela Mariana, entrego-me de bom grado a esse pequeno prazer de muito bom gosto que é elaborar uma pequena lista de prendas mais ou menos impossíveis de receber.
Temos assim o seguinte Top10:

1. Um casino nas Caraíbas, com um contrato de exploração a sessenta anos;

2. Um CRN Navetta 43, iate;

3. Um T3 em Montecarlo, em condomínio fechado, com piscina;

4. Uma réplica em tamanho real de um Viper da primeira série da BattleStar Galactica;

5. Um jantar para a Mariana com a Kate Mulgrew, no Don Cesar em Cap d'Antibes;

6. Uma noite para duas pessoas no Palácio de Versalhes;

7. Uma visita à Estação Espacial Internacional;

8. Um caderno de esboços de Raphael;

9. Um dos livros de apontamentos de Leonardo Da Vinci;

10. Um Jaeger-LeCoultre Reverso.

E assim se vai passando o Natal na esplanada.

Mas, cumpre-me dizer que, na verdade, a melhor prenda que podia receber, nesta mesma linha de excentricidades, seria, precisamente, poder oferecer um Austin-Martin DBS a quem eu muito bem sei.

Outra lista do género em: Ricardo

sábado, dezembro 01, 2007

Ser Portugal... outra vez!!!



"Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!"
Fernando Pessoa


E na madrugada do amanhecer que se aproxima vou tomando como certo e seguro que ele será, um dia, o mesmo de há 367 anos atrás.

Que em todos nós haja um Bandarra.

Que, a bem deste Reino, a verdadeira Restauração não tarde!

Pois falta, mais do que nunca, cumprir Portugal!

Viva El-Rei! Viva Portugal!

segunda-feira, novembro 26, 2007

Olhó Foguetão!


E se nesta esplanada à beira da Catedral a nostalgia assume um mote para várias reflexões - sendo a palavra "revivalismo" uma das mais frequentemente escritas -, é altura para, em jeito de levíssima crítica musical, deixar aqui nota da melhor "cover" que alguma vez ouvi de uma música que nos "eites" fez o seu sucesso - apoiada por uma legião de fãs, que viam, na extravagância do artista, um sinal de modernismo e excentricidade snob, um ícone da melhor "pop art".
"Dreams in Colour" de David Fonseca é o disco, e o clássico "Rocket Man" de Sir Elton John, uma das suas faixas.
Com arranjos excelentes e a transpirar uma atitude muito mais descontraída do que o original, este é um tema que apetece ouvir várias vezes seguidas.
Aqui fica a sugestão.

terça-feira, novembro 20, 2007

Star Trek Enterprise - Um post, uma review geek



Respondendo ao desafio da Mariana, cumpre, pois, neste momento fazer a minha própria review acerca de mais esta série baseada e inspirada na visão de Gene Rodenberry - para mim, o Autor de ficção científica mais completo de todos (e atenção, eu cresci a ver a Galactica!).
Ao pegar no enredo que ficou em aberto no final de "Star Trek - First Contact", esta série procura relatar como foram aqueles primeiros tempos de verdadeira exploração espacial - as únicas fronteiras (para além do espaço - a última fronteira), a barreira da velocidade Warp 5 e um certo atraso científico com implicações na táctica de combate e na eventual força de persuasão, a que estamos habituados, mercê da mais finíssima tradição da Star Fleet.
De facto, e entrando na substância do desafio, uma das coisas que me faz mais "espécie" nesta série é o facto deste modelo de nave não ter escudos deflectores. Ao invés de tais escudos, o que parece haver - e já é bem bom - é o mecanismo de polarização da armadura do casco.
Por outro lado, não consigo entender como é que a tecnologia das armas de "phaser" está ainda tão pouco desenvolvida ao ponto de apenas existirem apenas dois canhões subdimensionados relativamente ao tamanho do disco da nave, para fazer face a situações de combate em que o nível de proximidade e as exigências de reacção podem ser elevados.
Na verdade, tenho para mim que tal opção conceptual não beneficiou em nada uma certa visão acerca do avanço científico a que supostamente se teria chegado no final do séc.XXII, em muito devido à cooperação dos Vulcanos.
Mas, olhando para aspectos mais mundanos da série, há coisas a que achei piada:
1. A tripulação está sempre a comer!
Quem vir os episódios da primeira época todos seguidos, não poderá deixar de constatar que há sempre várias cenas passadas na messe dos oficiais e na sala de jantar privada do comandante, relatando lautas refeições que não são nem confeccionadas por algum bonacheirão Neelix (Star Trek Voyager), nem fornecidas pelos replicadores (este outro pormenor a que também me custa habituar - a inexistência daquelas maravilhosas consolas, às quais basta apenas pedir o que se quer beber ou comer).
2. Gosto dos quadros que estão na sala de prontidão do Comandante Archer.
3. A nave tem qualquer coisa de "vintage" em tudo quanto é estrutura, equipamento, sem prejuízo dos reparos mais técnicos que acima fiz.
4. A Primeira Directiva é ainda algo em fase de idealização, o que torna muito mais densas todas as considerações morais e políticas, que, de certo modo, se encontram presentes em todos os enredos de Star Trek.
5. O relato dos primeiros contactos com civilizações como os Klingons e os Ferengi e outras tantas - umas que virão a fazer parte da Federação, outras que lhe oferecerão sempre luta.
No que toca ao genérico, a banda sonora é demasiado neo-romântica para o meu gosto, preferindo muito mais o tema sinfónico presente no "Star Trek Voyager" ou mesmo em "Deep Space Nine".
Contudo, a partir do momento em que escolhem o Scott Bakula para o papel de Jonathan Archer, tal escolha musical torna-se, de certo modo, compreensível... A impulsividade inusitada bem como um certo dramatismo teatral e ingénuo não se compaginam de modo nenhum com as minhas preferências.
Na verdade, para quem cresceu a ver personagens firmes e decididas como Jean-Luc Picard, William Riker e Kathryn Janeway, apenas pode ficar com uma impressão: o comandante Jonathan Archer fica muito aquém de qualquer um deles!
De qualquer modo e para finalizar, penso que o "Star Trek Enterprise" é uma série que, na onda de revivalismo que por aí anda na moda, apresenta uma proposta coerente no preenchimento de tudo quanto ficou por contar após o legado de Zeffrin Cochrane.
Entre a realidade e a utopia, este é um "post" verdadeiramente geek. Só para conhecedores!

terça-feira, novembro 13, 2007

Desculpe, tem um euro... ou cinquenta cêntimos?

O que hoje trago à conversa é mais um item da minha lista de pequenos ódios urbanos que de há uns anos para cá venho alimentando: detesto que me peçam trocos!!!
E se repararmos é algo que acontece constantemente, seja em quiosques, tabacarias, supermercados, barbeiros, frutarias, mercados de peixe e verduras, padarias e outros estabelecimentos comerciais do género.
Na verdade, tenho para mim como certo que o facilitismo inerente a esta alta ciência matemática merceeira é um verdadeiro instituto Luso. De facto, a memória que guardo das minhas ainda parcas deambulações pelo Velho Continente e pelo Mundo dá-me conta de que nunca fui confrontado com tais solitações.

Seja para comprar um jornal, bilhetes de autocarro, pão, coisas de supermercado, seja para pagar um café ou uma água, o resultado vai sendo recorrente: estendo uma nota de cinco, dez euros, para uma conta que envolverá sempre um cálculo mais complexo e tenho o funcionário que me atende a perguntar à socapa, mas com um ar muito consternado, se "por acaso não (tenho) um euro ou mesmo cinquenta cêntimos... ou cinco!".
Resultado: sou obrigado a abrir de novo a carteira para satisfazer tal desejo de facilitar os trocos. Tudo porque sempre "dão muito jeito"! De indivíduo com dinheiro - que apresentei para pagar o que devo -, passo de novo a uma situação de devedor de que eventualmente poderá não haver saída. Sim, porque se houver coragem o sujeito(a) que estiver a atender insistirá na sua carestia de moedas.

E quando se chega a uma solução de consenso, os resultados ainda são mais caricatos: já me aconteceu por diversas vezes, ver o dinheiro que tenho a haver substituído por pastilhas elásticas que nunca pedi, que nunca quis mastigar, nem deitar fora, nem nada, mas que perfazem, de algum modo, a quantia em dívida!

Até poderia aceitar a falta de trocos como um problema crónico do nosso comércio, mas logo que a caixa registadora é aberta, a mais das vezes, tal mito - também usado como argumento - desfaz-se por completo.
Nunca eu tive tantos trocos no meu mealheiro como têm aquelas caixas, ali fartas que nem porcos de loiça com ranhura!
Enfim, a lógica medieval ainda vai valendo nestes nossos burgos. A bolsa só é "gorda" se estiver carregada de dobrões!!!

De uma coisa, no entanto, pode haver certezas: nunca nesta esplanada se ouvirá: "Desculpe, por acaso não tem um euro... ou cinquenta cêntimos?"



Nota: Este post serve também como um desafio lançado a Ricardo José.



domingo, outubro 28, 2007

N' A Latada à Bolonhesa



E na passada Sexta-feira foi assim! Dois excelentes concertos - David Fonseca e The Gift - deram o mote para uma noite fantástica de boa música, bom gosto e momentos plenos de sentido!

Mais um ano, mais uma Latada; para Caloiros, Doutores e Antigos Estudantes - sim, porque quer se queira quer não a Festa, continua a ser da Academia!

De facto, a noite teve isso tudo, mas pecou por defeito num aspecto, talvez apenas estético, talvez apenas mais querido de quem já não trilha esse Caminho e dele sente nostalgia.

Contudo, não podia deixar de trazer aqui à conversa a constatação que fiz, enquanto assistia aos concertos.

Ao ser uma festa de Estudantes da Academia de Coimbra e estar precisamente habituado a uma certa cor local que sempre marcou a diferença, foi com alguma tristeza que me dei conta de que se contavam pelos dedos aqueles que vestiam Capa e Batina.

E a chamada para o "encore" das bandas? Parece, afinal, que já lá vai o tempo em que, a plenos pulmões, da multidão ecoava um clamor colectivo.
As bandas, ao ouvirem "Briosa" sabiam o que lhes aguardava - mais uma subida ao palco e mais um bom bocado de música.

Desta vez, acredite-se ou não, não ouvi "Briosa" uma única vez. E quando nos atrevemos a fazê-lo, olharam para nós como se fôssemos uma espécie de estrangeiros ou coisa do género.

Bolonha veio para ficar. Bolonha parece marcar uma nova era, onde novos graus de praxe se misturam com um cenário mais adequado aos "Morangos Com Açúcar" e a uma futilidade irresponsável de a quem pouco ou nada foi exigido, reinando a ignorância acerca de uma coisa, agora "antiquada", chamada Tradição.

Enfim, valeu a música nesta Latada à Bolonhesa!

quarta-feira, outubro 24, 2007

Um Ano, um dia na Esplanada

O tempo passa... Ainda que mais devagar nesta Esplanada, onde a intenção, essa, permanece.

O lugar onde o que interessa são as ideias e as conversas;

O lugar que não procura qualquer cânone regulador;

O lugar onde se fala de tudo e onde a arte de criar encontra o seu solo sagrado;

Esse lugar é aqui, junto a uma Catedral - mas que nada quer ter que ver com ela (apenas se procura respirar a sua história);

Esse Lugar fez, por estes dias, um ano. E um ano corresponde aqui a um dia.

Venha o segundo dia! Não há qualquer encerramento para descanso do pessoal.

Um café e uma Perrier, por favor!

quarta-feira, outubro 10, 2007

PORTUCALE

E mais um 5 de Outubro se passou, desta vez a proporcionar um fim-de-semana prolongado, que calha sempre bem para se ir descansando, ou, então, como foi o meu caso, para ir sofrendo as tradicionais maleitas do início de Outono (que incluem nariz entupido e muita tosse).
De uma emblemática varanda na Capital, ecoaram os discursos do costume, tentando dar alento e um "fashion look" a ideias, propostas e desígnios que até nem precisariam de muito para se manter actuais, porque ainda em dívida.
A "utopia" de alguns, resulta claro, não se encontra hoje cumprida.
E, por aqui, sempre se dirá que da tal varanda, afinal, nada se ouve, nada se entende.
Contudo, o que por aqui me traz à esplanada terá certamente que ver com outras celebrações que não as relativas à Implantação desta República.

Na verdade, é com um sentido de protesto claro que me venho interrogando:

Por que raio todos nós, enquanto Nação, Povo, País, nos esquecemos que também esta data marca uma Ideia muito mais Antiga e Fundamentante? Que realmente definiu a nossa Essência?

De facto, e segundo a communis opinio dos historiadores, também a 5 de Outubro, mas de 1143, El-Rei D. Afonso Henriques (já assim se tinha auto-proclamado em 1140) assinava, com Afonso VII de Castela e Leão, o Tratado de Zamora, o nosso primeiro instrumento de direito internacional público e também o documento tido como fundador da Nacionalidade Portuguesa.
Num leve, mas veemente, desabafo vou dizendo: seria de bom senso e bom gosto que se atribuísse a dignidade e o real destaque que tal acontecimento, ainda que mais vetusto (e, porque não, por isso mesmo, mais valioso) merece.
E quem sabe se ao procurarmos o Caminho que nos foi deixado há mais de oitocentos anos, não encontramos o verdadeiro Rumo que esta nossa jovem Coisa Pública deve tomar?

quinta-feira, outubro 04, 2007

Free Burma!

quarta-feira, setembro 19, 2007

Verão

O Pico, visto do Faial, junto ao Peter Café Sport, Agosto de 2007

Apenas me ocorre dizer em jeito de recordação e saboreando o gin bebido ao final da tarde:

Já lá estávamos antes de chegar e ainda lá ficámos depois de ter partido.

Até à volta!


terça-feira, agosto 21, 2007

Silly Season II

Ilha de Faro
versus
Ilhas Faroe

segunda-feira, agosto 20, 2007

quarta-feira, julho 25, 2007

Literatura de Buvete


Milan Kundera foi um autor que conheci em idade relativamente jovem e, desde aí, tenho vindo a ler com interesse e prazer os seus romances.


Herdeiro de um pensamento condicionado por uma geografia política que moldou hábitos, estilos e percepções de vida diferentes - assentes, lá está, no dualismo imposto por um Muro -, Kundera é um mestre no que toca à sátira dos costumes, à reflexão sobre as paixões e os dramas humanos.


A cadência da escrita, o estilo, as considerações filosóficas, tudo isso contribui para uma obra sólida, coesa e que vale a pena conhecer.

E lembrei-me de Kundera para sugerir uma leitura agradável, ainda dentro do tema de conversas que se vão ouvindo nesta esplanada.


Na verdade, a trama de um dos romances mais hilariantes deste exilado Autor checoslovaco (sim, ainda checoslovaco), passa-se precisamente numas... TERMAS da Europa Central.


Assim, à beira da Catedral e no Buvete de umas quaisquer termas de Portugal, lê-se "A Valsa do Adeus".

terça-feira, julho 24, 2007

Termas III



Nesta esplanada, onde também se vai pedindo "uma água fresca, fáxabor", não nos podíamos esquecer das termas mais emblemáticas de Portugal.

Próximas da mata do Buçaco - um local também muito engraçado - damo-nos conta, pela visita à página, que estas termas são das poucas que ainda se mantêm fiéis à imagem clássica, desprovida de quaisquer eufemismos ou pretensiosismos espúrios.

De facto, pela consulta feita aos tratamentos disponíveis não temos cá Banhos de Vichy nem massagens de lodos nem algas.

Temos tratamentos para a sinusite e ginástica em piscina termal, isso sim!

Embora seja certo dizer que cada estância termal está destinada a certos fins terapêuticos, definidos em função das propriedades químicas das suas águas - que diferem de localização para localização - também certo será que, pelo conceito, do modo que é dado a conhecer, estas termas seguem uma linha muito mais sóbria.

Na verdade, nem de outra forma poderia ser. E falo por experiência própria. Não há nenhum glamour no tratamento de uma coisa tão aborrecida e inconveniente como a sinusite.

Por outro lado, a própria vila do Luso tem um toque vintage bem preservado - com o Grande Hotel a dar a cor local - que seduz qualquer nostálgico da série "Poirot".

E, depois, é agarrarmos nos garrafões vazios que vamos guardando em casa (eu por mim, detesto esse hábito) e rumarmos, com o povo, todos juntos, até às fontes públicas do Luso para os encher.

Como era o slogan? Água do Luso tão natural...

segunda-feira, julho 23, 2007

Termas II




E de S. Pedro do Sul, podemos sempre partir rumo à Curia, uma pacata vilória aqui da zona de Coimbra, de que eu sempre ouvi falar na minha infância como destino para o tal turismo sénior, retemperador das maleitas já aludidas no post anterior.
Contudo, este é um sector do turismo tuga que realmente está a mudar.

Resta saber se para melhor. Senão vejamos:

Se em S. Pedro do Sul, o que estava a dar era o D. Afonso Henriques trocar a sua armadura por uma bela toalha (relembrando todas as implicações inconvenientes que daí podem advir, devido a associações de ideias inevitáveis) e tratar as maleitas das batalhas, com o afamado banho de Vichy, o Spa - que é agora o nome moderno dado a estes locais pelas pessoas bem e de sucesso (mas também com um toque de novo riquismo bacoco) -, sito na Curia, propõe um tratamento de lodos e algas para a pele.
Por sessenta euros (doze contos de reis, caramba!), o termalista (palavra tão gira como campista) - ou agora será "spalista"??? - vê-se coberto por várias camadas do bom lodo viscoso que costumamos pisar no fundo das ribeiras e dos rios (coisa boa!), na promessa de uma pele que, em vez de suor, transpirará saúde, beleza e graça... E ainda tem direito a uma massagem de relaxamento!

E pronto... C'est trés chic! Ou não...

É que eu gostava de saber onde é que ficou aquele hábito muito mais saudável de ir para o buvete e estar ali a beber aguinha e pensar na vida. Para quê inventar tanto??? Para quê tanto elitismo apropriador?

Definitivamente, continuo a achar esta onda fashion muito abichanada!

quinta-feira, julho 12, 2007

Termas


Sempre tive a ideia de que passar uns tempos nas termas era para pessoas com um sortido de maleitas que normalmente vêm com problemas alérgicos ou então a consequência natural de um sossegado envelhecimento em que o que apetece mesmo é gozar os rendimentos que a reforma vai dando, depois de uma vida de aturado e árduo trabalho, que, não raras as vezes, sempre demonstrou alguma ingratidão para com o espírito e o corpo.

Contudo, as novas termas de São Pedro do Sul parecem ser algo de diferente.

Na onda dos spas, o Balneário D. Afonso Henriques (se ele soubesse que ia ficar associado a uma coisa tão abichanada... ai, ai!!!) oferece momentos de salutar lazer para todos aqueles que se lembram que têm de começar a ser saudáveis apenas nas férias.
Num qualquer acompanhamento ao mito metro-sexual, agora muito na moda, podemos dar-nos conta de que o banho de Vichy é supostamente uma experiência verdadeiramente única - quanto mais não seja pelo nome mais ou menos, digamos, "alegre" que tem.
Enfim, numa alternativa aos destinos tropicais, é só seguir até Viseu e consultar o Tom-Tom para o resto.
O sítio deve ser fácil de encontrar.

terça-feira, maio 29, 2007

A Banhos


O quarto de banho terá bidé?
Na praia da Figueira da Foz, 26 de Maio

segunda-feira, maio 07, 2007

Meteo


E para o Dia de Cortejo, Coimbra espera uma temperatura de vinte e graus, com céu limpo e vento a soprar fraco a moderado.


Segundo informações colhidas à beira da telefonia, Santarém será a cidade mais quente do País, enquanto que no Cairo estarão outros vinte e seis graus.


Vai-se falando do tempo à beira da Catedral. Enjoy the Sun!