quarta-feira, outubro 22, 2008

Glossário Avulso

Palavra de hoje - Almotolia

segunda-feira, outubro 20, 2008

Glossário Avulso

Palavra de hoje - Caramujo

s. m., Zool.,
pequeno molusco marítimo univalve;
burrié;
doença das salinas causada pela presença daquele molusco;ant.,
designação de obra de talha em S ou caracol com que eram rematados os leques ou rodas de proa de alguns navios;
espécie de repolho (couve);

domingo, outubro 19, 2008

Glossário Avulso

Palavra de hoje - Salsaparrilha

Salsaparrilha: arbusto da família das Liláceas...

sexta-feira, outubro 17, 2008

TAgS MOsAiK


Numa esplanada como esta, a essência reside nas conversas que se lançam, nos motes que se glosam, nas discussões que surgem e nas conclusões possíveis a que sempre se pode chegar. Como argamassa de tal exercício, as palavras consubstanciam esses propósitos. E, em forma gráfica, realmente o que surge pode muito bem ser um mosaico de termos avulsos expostos em tal "mercado" de ideias.


Especialmente desenhado para a esplanada, pela Mariana.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Glossário Avulso

Palavra de hoje - Didascálias

terça-feira, outubro 14, 2008

Então vá, fica bem!

Um dos hábitos que me vem intrigando desde sempre nos filmes americanos é aquele de, numa conversa telefónica, um dos interlocutores desligar o telefone na cara do outro sem se despedir. É que nem um "adeus", um "até breve", ou um "até amanhã" sequer. Isto para já não falar das expressões de afecto mais íntimas que costumam ser empregues em certas situações - seja com o(a) namorado(a), seja com os pais ou com amigos. No mínimo, tal comportamento revela falta de educação.
No entanto, ao pensar nesta questão, no intuito de a trazer à conversa, resolvi fazer uma pesquisa pelo google subordinada à seguinte expressão - hanging up the phone without goodbye.
Dado o primeiro resultado que encontrei, noto com curiosidade que não sou o único que se interroga sobre tal "despautério". O debate, aqui.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Vintage Geek II

Um dos aspectos que mais me atrai na visão futurista que se teve do mundo nas décadas de '50 e '60 - como certamente nas que lhes antecederam - é a versatilidade com que os autores das ideias mais arrojadas exprimiram o que ainda seriam projectos um tanto ou quanto difíceis de alcançar.

Mas realmente é vendo tal criatividade, tal capacidade de pensar "mais à frente", ainda que com os meios disponíveis na altura, que me interrogo muitas vezes se, actualmente - num tempo em que o "dado" e o "construído" ditam os cânones da concepção - vamos sendo capazes de fazer o mesmo.

Muito bem lembrado por quem também gosta destas "geekices".

terça-feira, setembro 30, 2008

Super Trouper

No meu currículo cinéfilo, contam-se pelos dedos de uma mão os musicais que vi. Na verdade, não é um género que me fascine muito, uma vez que a maior parte do tempo é passado a dançar e a cantar, não havendo grande trama dramática, mas apenas muitas carinhas estupidamente bem dispostas.

Contudo, este é o filme que, segundo os meus cânones estéticos, constitui essa sublime excepção. Mama Mia relata uma aventura de descoberta, reencontro e amores perdidos em anos já passados, quando a distância não se media por mensagens de telemóvel ou até mesmo correios electrónicos. Amores de Verão que realmente possuíam esse toque de lenda e nostalgia, traduzidos em vagas promessas de regresso. Um regresso que, no caso do filme, acaba por ser imposto por quem não se contenta em viver como "filha de pai incógnito"!

De facto, é nas vésperas do seu casamento com um garboso grego - não muito ao estilo de Zorba, é certo - que Sophie (Amanda Seyfried) decide vasculhar o passado da sua mãe Donna (Meryl Streep), para descobrir quem, afinal de contas, será o seu pai. Como termo final das investigações, a jovem decide convidar os três candidatos mais prováveis para o seu casamento. E aqui as peripécias mais divertidas começam a acontecer.

Com música dos ABBA, helénicos cenários e interpretações geniais de Pierce Brosnan e Colin Firth - pois descobrimos os seus talentos para as cantigas -, Mamma Mia nunca poderia deixar de me agradar. Uma pérola do revivalismo, cheia de clichés, mas que, mesmo assim, mais do que distrair, refresca - tal e qual como no fim do filme.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Decisões, Decisões

De quatro em quatro anos é assim.

Em tempos de campanha para a Sala Oval, a genial Comedy Central lança a sua rubrica especial - Indecision, neste caso, 2008. É neste contexto que um sem número de jogos, relacionados com certos aspectos da política norte-americana, fica à disposição de todos aqueles que, numa vertente mais descontraída, gostam de analisar os rumos possíveis da política nas terras do Tio Sam. Ainda que preferencialmente virada para o "lado doméstico", como afinal não podia deixar de ser, esta abordagem pretende combinar a sátira acerca da hipocrisia dos políticos com momentos de pura descontracção (os jogos de flash na web são para isso mesmo, certo?). Deste modo, temos preocupações ambientais e ambições de crescimento sustentado, aumento de riqueza, bem-estar e conforto a dar o mote para simples jogos de estratégia que proporcionam momentos em que podemos, como eles dizem, "have fun".

Por vezes, parece mesmo que a política, para eles do lado de lá do Atlântico, é um jogo.

segunda-feira, setembro 22, 2008

No Castelo, tachos e panelas

Depois do Cancioneiro de D. Dinis, eis que nos chegam as receitas de Ricardo II de Inglaterra. Para quem quiser perder algum tempo na cozinha e saborear prazeres de outros tempos, o "Forme of Cury" chega agora à edição online.
Mais de duzentos pratos que foram preparados nas Cozinhas Reais, encontram-se à disposição de qualquer um de nós, meros plebeus, para dar uma nota temática a um qualquer jantar de bom convívio e puro desfrute gourmet. Uma coisa, no entanto, fica garantida: não serão refeições "levezinhas".
Mais pormenores aqui.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Sons que ficam

Aprendi a gostar de Pink Foyd um pouco tarde. Provavelmente a dar sentido ao slogan, "primeiro estranha-se, depois entranha-se"! De qualquer modo, a homenagem mais que devida a Richard Wright, trazendo à memória a noite que mostrou o que podia ter acontecido, caso tivessem continuado com a formação inicial. Geniais, simplesmente!

sexta-feira, setembro 12, 2008

Puro Vintage V

Com ar pensativo, estática junto aos lábios a bica que segurava entre o polegar e o indicador esquerdos, Óscar tentava tomar uma decisão.
Quem lhe dera que todos os jogos fossem "derbies" ou, pelo menos, entre equipas mais conhecidas. A Segunda Divisão B ou até certos desafios da UEFA não eram muito com ele. De qualquer modo, era sempre o mesmo... Um, xis ou dois? A dúvida que se impunha.

"Belenenses - Vitória de Setúbal"... A escolha era complicada e Óscar não pretendia arriscar o seu dinheiro, previamente contado, numa "dupla", temendo que lhe viesse a faltar para poder apôr a mesma combinação num qualquer outro recontro ainda mais imprevisível. Até porque "A Bola" tinha vindo a dar preferência, nas suas edições semanais, aos bravos do Restelo, que, por esses dias, iam aproveitando o entusiasmo proporcionado pela goleada conseguida sobre o Sporting. Talvez "1" fosse a escolha mais acertada.

No "Boavista -Benfica", a cruzinha feita com a esferográfica era mecânica e tão natural como o gole que Óscar acabava de dar no seu café, pousando a chávena logo de seguida, em jeito de desembaraço. A quadrícula do símbolo "2", devidamente assinalada. De aquilinos gostos e paixões, Óscar tinha sempre fé... Fosse qual fosse o rival do seu Glorioso, o triunfo deste, pelo menos na sua vontade - umas vezes clinicamente certeira, outras apenas clubisticamente convicta - já estava garantido.

"Porto - Vitória de Guimarães"... Para mau grado seu, os rapazes do Pedroto andavam a dar cartas. Mas o Vitória também tinha surpreendido tudo e todos há duas jornadas atrás com uma reviravolta estonteante, num jogo a contar para a Taça. O miúdo que lá tinham agora no meio campo havia de ir longe. Pelo menos era o que diziam. Deste modo, para este duelo nortenho Óscar ia cometer um pequeno desvario, apostando uma "tripla". Em qualquer dos cenários ganharia. Enfim... O campeonato estava renhido este ano. Que mais se podia fazer?

Completando o resto das quadrículas, consoante a sua acutilante intuição de "treinador de bancada", comportando em si toda uma certa ciência e saber, Óscar conservava um semblante prazeroso. Nunca se sabia... Podia ser desta vez que o seu gosto pelo "esférico rolando sobre a erva" lhe trouxesse uma alegria que realmente pesasse na carteira, em seu proveito.

Num gesto decidido, circunspecto - de acordo com a solenidade exigida para o momento -, Óscar levantava-se da sua mesa habitual na Cervejaria "Marquês", acenava ao Sr. Gomes - proprietário - e acorria ao balcão para pagar a despesa e "meter" o seu Totobola. O tempo, agora, já não era para dúvidas, mas para acreditar, mesmo que a medo miudinho. Depois logo se veria... No Domingo, junto à telefonia, talvez quem viesse a marcar o Golo d'Ouro fosse ele!

quinta-feira, setembro 11, 2008

Dúvida


Os hadrões são aqueles sujeitos que andam a assaltar postos de combustível e caixas multibanco, não são?

Para uma abordagem mais geek é ler aqui.

Memória

Esperando melhores dias, em que a estupidez de uns não se encontre com a arrogância grotesca de outros.

À memória de outros tempos, em que o Mundo era um lugar mais sensato.

terça-feira, setembro 09, 2008

You're Mr. Stevens, the head of catering!

E se na Estrela da Morte houvesse um refeitório?

O original aqui.

segunda-feira, setembro 08, 2008

...Mais que mil palavras. Ou não!


A experiência proporcionada por todos os meios telemáticos disponíveis nos dias de hoje deveria, certamente, possuir determinados pressupostos bem assentes, a que poderíamos chamar, como chamamos, as "regras do jogo". Contudo, com o surgimento de alguns recursos pertencentes àquela mesma categoria, damo-nos conta de que "fazer batota" também é possível (provavelmente dada a nossa eterna condição humana).

E de facto, é do que esta imagem trata. A burla foi protagonizada por dois jovens veraneantes e amantes dessa actividade que se resume, como alguém me disse há pouco tempo na Ilha Terceira (o paternalismo sai caro...), a "ver peixinhos". E, na verdade, penso que nem Spielberg conseguiu tanto realismo com o seu velho "Jaws", que sempre me pareceu um boneco insuflável ou colchão de praia gigante com a forma de tubarão assassino.

Mas se esta manipulação não comporta em si qualquer mal de maior, outras existem que dão realmente em que pensar. É que, no imediatismo dos nossos tempos contemporâneos, as imagens valem por si e assumem-se como o produto com a maior quota do mercado das ideias. São fáceis de absorver e satisfazem qualquer S. Tomé, já conformado com o facto de muitas vezes não poder encontrar-se em condições de "tocar" o objecto das suas dúvidas.

E se os motivos que presidem à sua recolha - ou em qualquer caso, criação - não forem os melhores, isso reflectir-se-á em tudo aquilo que se quer dar a conhecer (ainda estou para saber o que se passou concretamente no Estádio Olímpico de Pequim, aquando das cerimónias de abertura dos Jogos).

Qual prospecto de ajuda para aferir de eventuais intrujices futuras que se nos apresentem, ou simples curiosidade mediática, o Telegraph publicou as vinte melhores fotografias manipuladas, onde esta mesma se inclui. Vale a pena dar uma vista de olhos.

quarta-feira, setembro 03, 2008

By Your Command

Para quem continua fã... De "legos do espaço".

quinta-feira, agosto 28, 2008

Porque pelas estradas do Texas, também se chega a Big Sur.

A Banda Sonora desta tarde.

Parabéns ;)

quarta-feira, agosto 27, 2008

Cais Do Negrito

Para a memória de um Agosto memorável e aumentando a nostalgia de um Setembro que se vive para recordar...

(Mas também já dizia o outro que "recordar é viver"... em Setembro!)

sábado, agosto 23, 2008

Ouro e Prata


Apesar das desculpas de alguns, ditadas por um claro egocentrismo narcisístico e quiçá até algum provincianismo bacoco e complexado;

Apesar da hipocrisia de outros, habituados a um "tachismo" deslumbrado e que os faz crer que certos cargos públicos mais não têm que ser senão os seus feudozinhos privados;

Apesar, enfim, de uma triste pequenez que teimam em impôr, o certo é que, com um salto para a frente (para muito à frente) e uma vontade indómita, estes são, verdadeiramente, os NOSSOS HERÓIS!
Obrigado por me terem mostrado que continua a valer a pena acreditar em PORTUGAL! Hoje e sempre.