quinta-feira, junho 11, 2009
A classe turística
segunda-feira, maio 25, 2009
quinta-feira, maio 21, 2009
Gira-Discos
Venerandos do Desembargo que me desculpem, mas foi com esta banda sonora que enderecei as competentes alegações.
Simplesmente excelente!
quinta-feira, abril 16, 2009
Reforma 2.0

Um sinal de progresso? Será que a reforma na Justiça está a ser feita em conformidade com a nova «ortographya»?
terça-feira, abril 14, 2009
segunda-feira, abril 13, 2009
sábado, abril 11, 2009
O esférico rolando sobre a erva 2.0
segunda-feira, março 30, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
sábado, março 14, 2009
Ficções 2.0
quinta-feira, março 12, 2009
Vigo, Alvalade e Allianz Arena
Anteontem, a Administração da SAD do Sporting pediu desculpa pela maior derrota registada, em termos de agregado de eliminatória - doze golos, contra um - na Liga dos Campeões Europeus.
quinta-feira, março 05, 2009
segunda-feira, março 02, 2009
O Burlesco
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
O Clubinho
Produto de algumas mentes governativas da altura, o "Inforjovem", ao lado do "Cartão" - também Jovem - e dos programas ocupacionais para, precisamente, jovens e desempregados, marcava o início da modernização de um País, recém-admitido na Comunidade Europeia, que tentava superar aquele bicho estranho do "atraso estrutural", ainda tão, ironicamente, presente.
A sua finalidade era das mais louváveis e consubstanciava um dos mais importantes contributos para aquele tal esforço de modernização. De facto, dar a conhecer e ensinar os rudimentos da informática, numa altura em que nada do que estava disponível na área do software e hardware se revelava intuitivo ou até mesmo acessível em termos de gastos, só poderia querer dizer uma coisa: é compromisso sério e desígnio nacional que a todos os que virão a constituir uma parte considerável da população activa, no futuro próximo, seja proporcionado uma formação sólida e válida numa área que será preponderante na vida de todos, nos anos vindouros.
O Inforjovem assentava no financiamento comunitário, proporcionado pelos primeiros Quadros de Apoio concedidos ao Estado Português. A formação de monitores estava aberta a quem se candidatasse - de acordo com as condições legal e previamente estabelecidas -, havendo direito a remuneração. Na dependência do Instituto Português da Juventude, foram bastantes aqueles que manifestaram o seu desejo de pertencer ao projecto. E, aí, tenho para mim, foi quando tudo começou.
É que, não sei se é uma questão de mentalidade ou algo do género, mas neste pequeno jardim à beira-mar plantado, houve sempre uma certa propensão à constituição de esquemas "feudais" em que apenas alguns se apropriam - seja por influência, seja por posição, seja só porque sim - de tudo aquilo que, à partida, deve ser de todos. Mais, são esses mesmos sujeitos que, vêm, mais tarde, no que parece ser um gesto de benevolência e magnanimidade, dizer "isto é para todos... mas sob a nossa 'orientação'".
E, na verdade, com o Inforjovem parece-me que foi isso que aconteceu. Tal como sempre me pareceu que quem se associou ao projecto, soube insistir na suposta necessidade de contar sempre consigo. Como se o exercício de uma certa função fosse um direito inato apenas concedido a alguns "iluminados" - os "senhores da informática", que, nunca ninguém sabia muito bem de onde apareciam.
E o que sempre senti como escandoloso era o facto de essas mesmas pessoas estabelecerem regras não-escritas de admissão ao que se tinha tornado um "clubinho" de alguns. Realmente, não consigo entender de outro modo o facto de várias vezes ter-me inscrito num desses cursos de informática e, só à terceira vez, após insistência, ser-me cedido, qual graça ou privilégio, um lugar na turma em que tinha de partilhar um Amstrad, sem disco rígido, com outro colega.
Todo este desabafo pessoal, dando um qualquer mote introdutório, apenas serve para dizer que, ao que parece, o panorama não mudou assim tanto.
Num tempo em que a web é a linguagem de todos os dias, em que os Magalhães povoam as escolinhas e em que a experiência democrática passa pela rápida e fácil acessibilidade ao que sempre gostaram de chamar de "tecnologias da informação", aqueles senhores feudais, ainda que com outras caras e outro aspecto mais lavadinho, vêm insistindo em manter o seu lugar, ou a ilusão de um certo protagonismo, desesperados. "Se isto nos foge das mãos, é o desgoverno", devem, julgo eu, certamente pensar.
A prova mais gritante que serve para confortar a minha tese está numa frase que li no Twitter, há dias. Dizia alguém algo como "os novos ainda não sabem bem como isto funciona". Atentemos no seguinte:
1. O Twitter é uma rede social, como tantas outras existentes no ciberespaço, em que, à partida, ninguém realmente se conhece. Pessoalmente, já uso o Twitter há dois anos, e ainda cheguei a usufruir do sistema de updates por sms - algo que agora é incomportável - juntamente com um grupo de amigos
2. O seu acesso é gratuito e livre.
3. A todos os ali registados é garantido o direito à livre expressão - ainda que telegráfica - dos seus pensamentos e opiniões, apenas obedecendo às regras estabelecidas pelo fornecedor do serviço, para todos os efeitos, internacional.
Ora, de acordo com tais premissas, a distinção entre "novatos" e "antigos" é espúria e completamente idiota.
Não há nem tem que haver, como desejam alguns a meu ver, postos por antiguidade ou uma qualquer hierarquia a favor de quem se quer, simplesmente fazer notar para ganhar a vida.
Por outro lado, o destaque que alguns dão a este serviço de web 2.0 - uma coisa que já não é assim tão nova e complexa como querem fazer crer - leva muitas vezes a que um observador normal, que simplesmente não tem paciência para navegar muito, acredite que são tais sujeitos, portadores da novidade, os verdadeiros autores do invento.
Dito por outras palavras, abomino quem agora venha dar notícia de uma "coisa muito gira" ao mesmo tempo que tenta criar e impor as suas regras a todos os outros que, à partida, porque com net em casa e computador, são tidos, para o fornecedor do serviço, como sujeitos seus iguais.
E se se tornar difícil perceber o que estou a tentar dizer, apenas peço que se lembrem do que aconteceu com a invenção da imprensa. Se anteriormente ao Senhor Guttenberg, apenas os monges e membros do clero detinham o poder do conhecimento - sendo até considerados por errónea associação como os Autores da "República", ou da "Comédia", ou qualquer outra obra da Antiguidade -, depois do aparecimento massivo das primeiras prensas mecânicas, isso mudou radicalmente. O que veio, precisamente, causar algum desconforto e feridas de orgulho - quando não outras mais graves - a quem se achava perpetuado numa qualquer posição de arauto.
E mesmo se quisermos um exemplo mais recente, olhe-se para a blogosfera. Hoje em dia, há quem se dê ao trabalho de recomendar blogues, quase como que elaborando uma "Vulgata" do que deve ser lido, estreitando o espírito crítico, o gosto pessoal, limitando o que deve ser uma experiência livre e acima de tudo esteticamente íntima.
Por tudo, penso ser apropriado concluir, em modo de protesto: "Abaixo o Clubinho! Computadores para o Povo! A net é de quem nela navega!"
Um manifesto na Esplanada.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Super Trooper preview
A concepção da ideia teve uma preciosa cúmplice, nomeadamente ao nível do artista.
A qualidade do vídeo e a "amadora" - eufemismo - realização são da minha inteira responsabilidade.
terça-feira, janeiro 06, 2009
O meu Balanço de 2008
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Filhos da Pauta IV
Madredeus? Não... Deolinda. Uma verdadeira surpresa!
Com os votos de um Excelente Ano para todos.
domingo, dezembro 28, 2008
O meu super-poder
Este é um poder do lado negro da força destinado única e exclusivamente a provocar dor e sofrimento físico no oponente, levando-o a quebrar todas as suas resistências. Algo muito desagradável no seu extremo.
Em quem usaria este poder:
1. Operadores de call-center: por cada resposta idiota e standardizada que me dessem, de acordo com a formação que receberam em várias sessões, saberiam que do outro lado da linha estava alguém que não tolera ser tido como pacóvio.
2. Funcionários Públicos: por cada vez que se tentassem esquivar na mais que aguardada resolução de um problema que lhes colocasse ao balcão de uma qualquer repartição em que os mesmos parecem habitar naquele seu modo de estar bafiento e acéfalo.
3. Traseuntes de Centros Comerciais: que nenhum se atrevesse a bloquear-me o caminho com o seu carrinho de compras e o seu ar de fuinha.
4. Engraçadinhos - cabendo nesta categoria todos os empregados de mesa ou mancebos com ar de marialva: por cada piada básica, eles sentiriam todo o poder do Lado Negro da Força.
5. Operadoras de Caixa de Hipermercados: pensem bem antes de me perguntar pela milionésima vez se eu tenho Cartão Desconto!
6. O Campino: não volte a perguntar-me, com aquele ar de mal encarado, se eu desejo "tomar mais alguma coisa", quando já sabe a resposta.
7. Os "Bem-Sucedidos": por todas as vezes que se pusessem à minha frente, naquele seu ar pedante e estupidamente exibicionista, em qualquer estabelecimento público que frequento, saberiam o que isso lhes custaria.
8. Funcionários dos CTT: vamos lá ver se falam baixinho, apondo apenas as devidas estampilhas nos sobrescritos.
9. Máquinas de Tabaco: seria agradável que estivessem sempre aprovisionadas com a marca que fumo, para que não houvesse grande prejuízo.
10. Malta Saudável: que nem se atrevessem a tossir à minha beira por cada vez que acendo um cigarro, ou se pusessem com ar de enojados e de falsa santidade a olhar para um verdadeiro apreciador de pequenos prazeres e vícios.
Em todos os casos, é mais que certo que os avisava primeiro: "So be it... Idiot!"
Como regra de "meme", lanço o desafio ao Augusto.
quarta-feira, dezembro 24, 2008
terça-feira, dezembro 16, 2008
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Puro Vintage VI

A certa altura do ano, depois do regresso à escola e dos magustos, quando o frio já começava a apertar e a chuva era uma presença constante, Alexandre sabia que estava para breve um tempo mágico. Guiado pela mão da sua Mãe, que frequentemente acompanhava nas compras para a casa, entrava no supermercado de sempre e a mudança estava dada. Logo ali, nas primeiras prateleiras da entrada, expostos em série, os brinquedos acabados de chegar davam um novo ar, muito mais apetecível e acolhedor, ao espaço de sempre.
Com um ar solene e contemplativo, Alexandre procurava devorar com os olhos tudo aquilo em que as suas mãos não podiam tocar. "Não se pode mexer", dizia a sua mãe, sob o olhar atento e aprovador da dona do estabelecimento, vigilante e preocupada com o eventual prejuízo causado por um petiz naturalmente encantado e inquieto com tanto brilho, tanta novidade, que desejava alcançar. Carros a pilhas, construções, soldadinhos de chumbo, aviões, robôs eram para ele como arcas de tesouro, encerrando em si inúmeras estórias de aventura que ia construindo em sonhos despertos. Nuns outros tantos caixotes, ainda por abrir, Alexandre sabia existirem ainda mais pequenas maravilhas destas.
Àquela altura, já tinha trocado algumas impressões com os seus colegas acerca do que pedir no Natal. Agora, essa mesma lista de desejos estava a ser reformulada. Por outro lado, também comparava mentalmente, com acutilante sentido crítico, tudo o que ali via com outros brinquedos, vistos na sua cidade natal, no shopping de uma grande rua, à noite, após sair de casa dos seus avós que lá viviam.
Por fim, chegaria sempre à conclusão de que, entre uns e outros, o importante era conservá-los bem estimados (sim, porque prezava muito a sua fama de coleccionador zeloso e importado), na gaveta que tinha no roupeiro do seu quarto.
Contudo, neste seu alvoroço interior havia sempre espaço para outros desejos, para já bem mais fáceis de satisfazer, sabendo que ainda era cedo para qualquer decisão dos seus pais (eram eles que falavam com o Menino Jesus, segundo a sua mãe), quanto às prendas que apareceriam na chaminé da cozinha ou até mesmo na da sala dos seus avós. Assim, acto contínuo, Alexandre virava-se para a sua mãe e dizia baixinho "Quero um pai-natal" ou "Quero um carro de chocolate". Depois de alguns protestos pedagógicos, que nunca o deixavam de envergonhar porque eram ditos um pouco alto demais, o seu pedido era satisfeito. Em gestos cuidadosos, ia desembrulhando o papel de prata estampado que cobria a figura oca e castanha. Numa dentada, aquele doce sabor quente deixava-o entusiasmado, contente e um pouco mais sôfrego para os pedaços seguintes. Com grande parcimónia, contrária à idade de infante que tinha, procurava não sujar as mãos conforme o chocolate se ia derretendo. "Não te sujes!" - a advertência que mais ouvia.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Natal dos Fumadores
segunda-feira, novembro 10, 2008
Peças de Música
No dia em que a SIC deu destaque à PLUG, aproveito para deixar aqui nota de um conjunto de fotografias, no mínimo, geniais. Só para fãs de música e de legos.De qualquer modo sempre direi - "eu é mais naves e legos do espaço, não é?"
quinta-feira, novembro 06, 2008
A verdadeira mudança em que podemos acreditar...
Para as próximas noites eleitorais, julgo que a SIC Notícias está a pensar em substituir o Nuno Rogeiro pelo R2-D2 e o Luís Costa Ribas pela Princesa Leia.
quinta-feira, outubro 30, 2008
A ignorância premiada
segunda-feira, outubro 27, 2008
Filhos da Pauta
Apesar de a menina (Regina Spektor) fazer campanha pelo Senador Obama - o que vai um pouco contra as minhas preferências -, não deixo de querer partilhar com os convivas da esplanada o que me parece ser uma excelente banda sonora para que as tardes de Outono se tornem agradáveis. Mesmo quando anoitece mais cedo.
domingo, outubro 26, 2008
Já agora, vamos dar uma vista de olhos...

Esta notícia faz-me perguntar que tipo de especulações teriam congeminado as autoridades americanas se o famoso canalizador mais não fosse do que uma simples metáfora usada por John McCain, no terceiro e último debate presidencial.
Haja limites, meus senhores! A bem da sanidade colectiva!
quarta-feira, outubro 22, 2008
segunda-feira, outubro 20, 2008
Glossário Avulso
s. m., Zool.,
pequeno molusco marítimo univalve;
burrié;
doença das salinas causada pela presença daquele molusco;ant.,
designação de obra de talha em S ou caracol com que eram rematados os leques ou rodas de proa de alguns navios;
espécie de repolho (couve);
domingo, outubro 19, 2008
sexta-feira, outubro 17, 2008
TAgS MOsAiK
Numa esplanada como esta, a essência reside nas conversas que se lançam, nos motes que se glosam, nas discussões que surgem e nas conclusões possíveis a que sempre se pode chegar. Como argamassa de tal exercício, as palavras consubstanciam esses propósitos. E, em forma gráfica, realmente o que surge pode muito bem ser um mosaico de termos avulsos expostos em tal "mercado" de ideias.
Especialmente desenhado para a esplanada, pela Mariana.
quinta-feira, outubro 16, 2008
terça-feira, outubro 14, 2008
Então vá, fica bem!
segunda-feira, outubro 13, 2008
Vintage Geek II
Um dos aspectos que mais me atrai na visão futurista que se teve do mundo nas décadas de '50 e '60 - como certamente nas que lhes antecederam - é a versatilidade com que os autores das ideias mais arrojadas exprimiram o que ainda seriam projectos um tanto ou quanto difíceis de alcançar.
Mas realmente é vendo tal criatividade, tal capacidade de pensar "mais à frente", ainda que com os meios disponíveis na altura, que me interrogo muitas vezes se, actualmente - num tempo em que o "dado" e o "construído" ditam os cânones da concepção - vamos sendo capazes de fazer o mesmo.
Muito bem lembrado por quem também gosta destas "geekices".
terça-feira, setembro 30, 2008
Super Trouper
No meu currículo cinéfilo, contam-se pelos dedos de uma mão os musicais que vi. Na verdade, não é um género que me fascine muito, uma vez que a maior parte do tempo é passado a dançar e a cantar, não havendo grande trama dramática, mas apenas muitas carinhas estupidamente bem dispostas.
Contudo, este é o filme que, segundo os meus cânones estéticos, constitui essa sublime excepção. Mama Mia relata uma aventura de descoberta, reencontro e amores perdidos em anos já passados, quando a distância não se media por mensagens de telemóvel ou até mesmo correios electrónicos. Amores de Verão que realmente possuíam esse toque de lenda e nostalgia, traduzidos em vagas promessas de regresso. Um regresso que, no caso do filme, acaba por ser imposto por quem não se contenta em viver como "filha de pai incógnito"!
De facto, é nas vésperas do seu casamento com um garboso grego - não muito ao estilo de Zorba, é certo - que Sophie (Amanda Seyfried) decide vasculhar o passado da sua mãe Donna (Meryl Streep), para descobrir quem, afinal de contas, será o seu pai. Como termo final das investigações, a jovem decide convidar os três candidatos mais prováveis para o seu casamento. E aqui as peripécias mais divertidas começam a acontecer.
Com música dos ABBA, helénicos cenários e interpretações geniais de Pierce Brosnan e Colin Firth - pois descobrimos os seus talentos para as cantigas -, Mamma Mia nunca poderia deixar de me agradar. Uma pérola do revivalismo, cheia de clichés, mas que, mesmo assim, mais do que distrair, refresca - tal e qual como no fim do filme.
quinta-feira, setembro 25, 2008
Decisões, Decisões
De quatro em quatro anos é assim.
Em tempos de campanha para a Sala Oval, a genial Comedy Central lança a sua rubrica especial - Indecision, neste caso, 2008. É neste contexto que um sem número de jogos, relacionados com certos aspectos da política norte-americana, fica à disposição de todos aqueles que, numa vertente mais descontraída, gostam de analisar os rumos possíveis da política nas terras do Tio Sam. Ainda que preferencialmente virada para o "lado doméstico", como afinal não podia deixar de ser, esta abordagem pretende combinar a sátira acerca da hipocrisia dos políticos com momentos de pura descontracção (os jogos de flash na web são para isso mesmo, certo?). Deste modo, temos preocupações ambientais e ambições de crescimento sustentado, aumento de riqueza, bem-estar e conforto a dar o mote para simples jogos de estratégia que proporcionam momentos em que podemos, como eles dizem, "have fun".
Por vezes, parece mesmo que a política, para eles do lado de lá do Atlântico, é um jogo.
segunda-feira, setembro 22, 2008
No Castelo, tachos e panelas
Depois do Cancioneiro de D. Dinis, eis que nos chegam as receitas de Ricardo II de Inglaterra. Para quem quiser perder algum tempo na cozinha e saborear prazeres de outros tempos, o "Forme of Cury" chega agora à edição online.Mais de duzentos pratos que foram preparados nas Cozinhas Reais, encontram-se à disposição de qualquer um de nós, meros plebeus, para dar uma nota temática a um qualquer jantar de bom convívio e puro desfrute gourmet. Uma coisa, no entanto, fica garantida: não serão refeições "levezinhas".
Mais pormenores aqui.
quarta-feira, setembro 17, 2008
Sons que ficam
Aprendi a gostar de Pink Foyd um pouco tarde. Provavelmente a dar sentido ao slogan, "primeiro estranha-se, depois entranha-se"! De qualquer modo, a homenagem mais que devida a Richard Wright, trazendo à memória a noite que mostrou o que podia ter acontecido, caso tivessem continuado com a formação inicial. Geniais, simplesmente!
sexta-feira, setembro 12, 2008
Puro Vintage V
Com ar pensativo, estática junto aos lábios a bica que segurava entre o polegar e o indicador esquerdos, Óscar tentava tomar uma decisão.quinta-feira, setembro 11, 2008
Memória
Esperando melhores dias, em que a estupidez de uns não se encontre com a arrogância grotesca de outros.
À memória de outros tempos, em que o Mundo era um lugar mais sensato.
terça-feira, setembro 09, 2008
segunda-feira, setembro 08, 2008
...Mais que mil palavras. Ou não!

A experiência proporcionada por todos os meios telemáticos disponíveis nos dias de hoje deveria, certamente, possuir determinados pressupostos bem assentes, a que poderíamos chamar, como chamamos, as "regras do jogo". Contudo, com o surgimento de alguns recursos pertencentes àquela mesma categoria, damo-nos conta de que "fazer batota" também é possível (provavelmente dada a nossa eterna condição humana).
E de facto, é do que esta imagem trata. A burla foi protagonizada por dois jovens veraneantes e amantes dessa actividade que se resume, como alguém me disse há pouco tempo na Ilha Terceira (o paternalismo sai caro...), a "ver peixinhos". E, na verdade, penso que nem Spielberg conseguiu tanto realismo com o seu velho "Jaws", que sempre me pareceu um boneco insuflável ou colchão de praia gigante com a forma de tubarão assassino.
Mas se esta manipulação não comporta em si qualquer mal de maior, outras existem que dão realmente em que pensar. É que, no imediatismo dos nossos tempos contemporâneos, as imagens valem por si e assumem-se como o produto com a maior quota do mercado das ideias. São fáceis de absorver e satisfazem qualquer S. Tomé, já conformado com o facto de muitas vezes não poder encontrar-se em condições de "tocar" o objecto das suas dúvidas.
E se os motivos que presidem à sua recolha - ou em qualquer caso, criação - não forem os melhores, isso reflectir-se-á em tudo aquilo que se quer dar a conhecer (ainda estou para saber o que se passou concretamente no Estádio Olímpico de Pequim, aquando das cerimónias de abertura dos Jogos).
Qual prospecto de ajuda para aferir de eventuais intrujices futuras que se nos apresentem, ou simples curiosidade mediática, o Telegraph publicou as vinte melhores fotografias manipuladas, onde esta mesma se inclui. Vale a pena dar uma vista de olhos.
quarta-feira, setembro 03, 2008
By Your Command
Para quem continua fã... De "legos do espaço".
quinta-feira, agosto 28, 2008
quarta-feira, agosto 27, 2008
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Para a memória de um Agosto memorável e aumentando a nostalgia de um Setembro que se vive para recordar...
(Mas também já dizia o outro que "recordar é viver"... em Setembro!)
sábado, agosto 23, 2008
Ouro e Prata

Apesar das desculpas de alguns, ditadas por um claro egocentrismo narcisístico e quiçá até algum provincianismo bacoco e complexado;Apesar da hipocrisia de outros, habituados a um "tachismo" deslumbrado e que os faz crer que certos cargos públicos mais não têm que ser senão os seus feudozinhos privados;
sexta-feira, agosto 22, 2008
terça-feira, agosto 19, 2008
segunda-feira, agosto 11, 2008
terça-feira, agosto 05, 2008
sexta-feira, julho 25, 2008
Puro Vintage IV

quarta-feira, julho 23, 2008
Ficções
"Do androids dream of electric sheep?" - esta a pergunta que serve de mote - e bem assim, de título - ao clássico da ficção científica escrito na década de sessenta do século passado, por Philip K. Dick.Transposto para a Sétima Arte por Ridley Scott, com o nome de "Blade Runner - Perigo Iminente", o romance conta a história de Rick Deckard (Harrison Ford), um oficial da polícia de S. Francisco e caçador de prémios. O seu trabalho, "retirar" o maior número possível de andróides humanóides, em fuga dos mundos coloniais, não registados nas Companhias que os produzem, para uma Terra devastada pela Guerra Mundial de 1992.
E é precisamente pela demanda de Rick Deckard que nos vamos apercebendo de um dos elementos-chave do cenário cultural em que a trama se passa. Na sua actividade de "assassino licenciado e remunerado", tendo como alvo tais "imitações" da vida humana, Deckard anseia, pelo menos no início de tudo (no fim contenta-se com um batráquio artificial), ganhar dinheiro suficiente para comprar um animal vivo, verdadeiro - o símbolo genuíno de alto estatuto social e meio único para alcançar alguma felicidade num mundo à beira da extinção - sequela natural de um holocausto nuclear ainda a digerir por todos quantos cá ficaram. Deste modo, ao ganhar o prémio pela captura do primeiro dos Nexus-6 (último modelo de andróide) que com ele se vão inevitavelmente cruzando, Rick usa-o para a compra de uma cabra núbia - a digna sucessora do seu carneiro eléctrico que tem partilhado, nos últimos anos, o telhado do prédio onde reside com um poltro Percheron, verdadeiro, propriedade do seu vizinho. Contudo, tal aquisição - altamente dispendiosa de acordo com o catálogo da Sydney que Deckard traz sempre consigo - é logo deitada por terra, literalmente. Rachel Rosen, também uma Nexus-6, ao dar-se conta de que sempre ocupa o último lugar na escala de empatia pessoal do nosso herói, inconformada com isso mesmo, empurra a cabra de Deckard, prédio abaixo, matando-a, claro está.
Ora, foi a pensar nesta história, assim brevemente resumida - tendo acabado, recentemente, de ler o livro - que aqui há dias me deparei com este simpático e sorridente gnomo de cerâmica, no café onde costumo ir, cá na Sertã.
Ao subir as escadas que dão acesso à parte mais recatada do estabelecimento, esta sorridente personagem, lá está, "eléctrica" e dotada de um qualquer sensor de movimento, logo garbosamente assobia, em jeito de piropo, ao cliente que se assoma a uma mesa para tomar uma bica ou beber uma água.
E se o assobio pudesse fazer realmente lembrar um tropical papagaio, verdadeiro, certo seria que tal estado de coisas só traria dores de cabeça ao proprietário do estabelecimento. Senão vejamos: que proprietário de estabelecimento hoteleiro se arriscaria, nos dias que correm, a abrilhantar o seu espaço com um exemplar deste tipo de aves tão astutas? A resposta: nenhum. Na verdade, o mais provável seria a pronta autuação, pelas entidades fiscalizadoras da salubridade e do gosto, de tais prevaricadores das normas higiénicas ditas "vigentes".
Assim, aqui temos este "Gartenzwerg", que não suja, não diz asneiras - outro aspecto a ter em conta, dado que os papagaios gostam de imitar tudo o que ouvem (o que aqui seria sempre um embaraço, dado o uso abundante e corrente do vernáculo) - e sempre avisa sobre a entrada de mais um ou vários convivas, predispostos, com toda a certeza, a "fazer despesa".
Sempre se pode pensar que realmente o futuro, afinal, não podia ter resultado tão mais diferente do que o previsto e imaginado!... Ficções...
quinta-feira, julho 17, 2008
Verão I
Se o Ocean's ainda estivesse aberto e tivesse uma piscina no terraço, esta seria a banda sonora!
Um Vintage a dar sede de outros Verões, de outros tempos!
quarta-feira, julho 16, 2008
Da Ordem
"Causídico
Após a leitura atenta de todos estes comentários, apenas me arrisco a dar um testemunho pessoal, porque sempre aprendi a falar apenas daquilo que conheço. Fiz o Estágio de dois anos, com o melhor patrono que poderia ter tido, que me deu trabalho, me inspirou e orientou. Nunca me tratou com paternalismo ou demasiada supervisão, assim que viu a qualidade do meu trabalho - aquela que eu procurava em cada noite de directa, com muito mais prazer do que a estudar para os exames, a preparar, às vezes duas alegações de recurso para processos distintos. Uma das coisas de que mais me orgulho é ainda hoje o meu Ilustre Patrono (agora ex) dizer que pouco ou nada me corrigia, dado o meu zelo e perfeccionismo. Enquanto exerci aquele patrocínio, estatutariamente limitado, que o estágio me impunha por forma a completar os créditos que me levariam a estar apto para exame, dos casos que tive, cinco ao todo (a comarca é densamente povoada de muitos que ficarão agora a olhar para as paredes ou a jogar solitário no portátil), três deles consegui a absolvição para o meu constituinte e dois culminaram na desistência de queixa e em acordo. Eu compreendo que, para muitos, tal caso é uma excepção, não podendo de maneira nenhuma fazer jus para a defesa de uma certa regra diferente daquela que, precisamente, insistem que existe. Contudo, sempre me pergunto: acaso não estarão agora a pôr "a carroça à frente dos bois"? É que é precisamente neste arredamento de quem ainda está a aprender - sem, contudo, ser nenhum garoto da escola primária inconsciente por estádio cognitivo - que se instila a insegurança e se acaba por dar razão ao que, espanto, se começou por dizer. Com uma agravante: um estagiário que faça o exame a uma terça e à segunda ainda é uma sub-species, à quarta já é advogado e é colocado como oficioso na barra - suponhamos. Se passou todo o estágio embrulhado em livros e em consultazinhas, que segurança tem para logo ali, à quarta-feira, poder advogar? Nunca viu nada, nunca soube nada. Há aqui, quer-me parecer, uma ideia um pouco bacoca mas tão típica deste país: O canudo dá tudo! Como se fosse por osmose. É o mesmo que ter alguém que nunca percebeu de arte ou outra coisa qualquer, de repente ser investido em umas quaisquer vestes e ter o milagre da sabedoria, por força do que sempre contemplou. Para as más-defesas haverá sempre a possibilidade de queixa aos Conselhos de Deontologia. E mesmo do lado dos cidadãos, a igual possibilidade de recusarem o advogado que lhes for facultado. A questão é que também todos nós temos de estar informados sobre tais direitos. Perdesse o Senhor Bastonário algum tempo nesse trabalho e talvez não tivesse havido tanta polémica. Por fim uma última interrogação: Se mantivermos arredados os noviços de todas as iniciações, de todos os ensinamentos práticos, que raio de Ordem queremos para o futuro? Acaso pensa alguém que seremos sempre nós a existir e a por, lá está, ordem? É que ninguém é "gerado e não criado". E mesmo o Senhor Bastonário também se fez Advogado, como todos nós. De certo me espantaria se viesse agora dizer que já tinha nascido assim. Se calhar com Toga e tudo. Num país de milagres e aparições..."
sábado, julho 12, 2008
MemeMosaic

Os créditos:
1. Cava de Viriato - Viseu, 2. Servidos ?, 3. Untitled, 4. A trip to the market of colour, 5. Jeri Ryan, 6. Perrier Mineral Water, 7. McWay Falls at Julia Pfeiffer Burns State Park, Big Sur, 8. Lampreia de Ovos - 2007, 9. 64495_008, 10. Happy Panda Girl, 11. Beatsville USA12. É minha!
As regras para a criação do mosaico são simples:
Procurar no Flickr a resposta para cada uma das perguntas que se encontram em baixo;
escolher uma imagem, usando apenas a primeira páginas de resultados;
copiar e colar o endereço de cada imagem no Mosaic Maker, configurando as colunas para 4×3 ou 3×4.
As perguntas:
1.O seu primeiro nome?
2.Comida preferida?
3.Em que escola estudou?
4.Cor favorita?
5.A sua «celebrity crush»?
6.Bebida preferida?
7.Férias de sonho?
8.Sobremesa preferida?
9.Carreira de sonho?
10.O que mais ama na vida?
11.Uma palavra para se descrever?
12.Nome de utilizador do Flickr (se não aparecer nenhum resultado, usem um de outro site qualquer)?
Passo o desafio ao Paulo, ao Augusto e à Passiflora Maré.
quinta-feira, julho 10, 2008
Pipocas 3G
Afinal, o que parecia ser uma boa desculpa, na óptica do "faça você mesmo", para ter os telemóveis ligados dentro das salas de cinema, não passa de uma imaginativa campanha publicitária.
quarta-feira, julho 09, 2008
segunda-feira, julho 07, 2008
Puro Vintage III
O espaço era amplo e arejado. Ao final da tarde, era ali que homens de ar grave e solene, sofrido e solitário alguns, marcados por mais um dia de trabalho outros tantos, se reuniam ou simplesmente, à beira de uma mesa, se abandonavam.quinta-feira, junho 26, 2008
Diáspora, Pinheiros e Subúrbios
sexta-feira, junho 20, 2008
Assim foi...
sexta-feira, junho 06, 2008
Sede de Vintage
Parafraseando, ainda que toscamente, Pessoa, sempre me aventuro a dizer:
Primeiro, sequiosos, depois, saciados.
E só de ver.
segunda-feira, junho 02, 2008
Menos ais...
domingo, junho 01, 2008
Será um Blackberry?...

quarta-feira, maio 28, 2008
Com vagar e em tempo
As regras costumeiras estavam tão enraizadas, naquela gostosa cumplicidade que mantinha com Pessanha, o empregado de mesa, sempre bem-disposto e de resposta bem lembrada e artilhada - ainda que sem qualquer malícia -, que até as piadas trocadas eram, há muito, as mesmas.
"Ò Senhor Camilo, então hoje não está com pressa?" - perguntava o bom do Pessanha.
"Hoje não, meu rapaz" - respondia Camilo, no suspirar satisfeito de quem se sentia dono do tempo, porque em dia de descanso.
"Olhe, já pelo sim pelo não, eu hoje atrasei o relógio do patrão".
"Ai sim? Como é que o fizeste, meu rapaz?" - inquiria o velho Camilo.
"Então, como? Pus uma rolha no buraco da bacia!" - atirava-lhe Pessanha.
Uma vez mais, em traços de suavíssima pena.
terça-feira, maio 27, 2008
Pressa
Para uma pena suave.





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