Para mim, não importa que as vitórias que obtemos dentro das quatro linhas venham a substituir outras, mais precisas, que teimam em não aparecer. Ao menos estas, ninguém nos tira!
Para mim, as vitórias da Selecção vão representando aquele orgulho que vimos de perder em tudo o resto.
E mesmo que nos acusem de adormecer enlevados pelo ópio de coisa tão pretensamente espúria e inútil - porque não nos faz, de maneira nenhuma, "andar para a frente" -, eu digo que tal pouco importa.
É que, para todos os efeitos, são essas vitórias, esse percurso que nos habituámos a ver como vitorioso, de há quatro anos a esta parte, o que nos dá algum alento por alguns dias, ainda que breves.
Por outro lado, mesmo na hora das derrotas conhecidas, também soubemos sofrer tragicamente, com dor no peito e poucas palavras, já de si embargadas, num sentimento que é apenas nosso.
De qualquer modo, o mais importante de tudo reside precisamente no facto de talvez poder ser por aqui que comecemos a cumprir Portugal.
Porque o orgulho nunca fez mal e ser-se patriota é uma coisa até muito simples... Basta sentir e viver!