
sexta-feira, julho 25, 2008
Puro Vintage IV

quarta-feira, julho 23, 2008
Ficções
"Do androids dream of electric sheep?" - esta a pergunta que serve de mote - e bem assim, de título - ao clássico da ficção científica escrito na década de sessenta do século passado, por Philip K. Dick.Transposto para a Sétima Arte por Ridley Scott, com o nome de "Blade Runner - Perigo Iminente", o romance conta a história de Rick Deckard (Harrison Ford), um oficial da polícia de S. Francisco e caçador de prémios. O seu trabalho, "retirar" o maior número possível de andróides humanóides, em fuga dos mundos coloniais, não registados nas Companhias que os produzem, para uma Terra devastada pela Guerra Mundial de 1992.
E é precisamente pela demanda de Rick Deckard que nos vamos apercebendo de um dos elementos-chave do cenário cultural em que a trama se passa. Na sua actividade de "assassino licenciado e remunerado", tendo como alvo tais "imitações" da vida humana, Deckard anseia, pelo menos no início de tudo (no fim contenta-se com um batráquio artificial), ganhar dinheiro suficiente para comprar um animal vivo, verdadeiro - o símbolo genuíno de alto estatuto social e meio único para alcançar alguma felicidade num mundo à beira da extinção - sequela natural de um holocausto nuclear ainda a digerir por todos quantos cá ficaram. Deste modo, ao ganhar o prémio pela captura do primeiro dos Nexus-6 (último modelo de andróide) que com ele se vão inevitavelmente cruzando, Rick usa-o para a compra de uma cabra núbia - a digna sucessora do seu carneiro eléctrico que tem partilhado, nos últimos anos, o telhado do prédio onde reside com um poltro Percheron, verdadeiro, propriedade do seu vizinho. Contudo, tal aquisição - altamente dispendiosa de acordo com o catálogo da Sydney que Deckard traz sempre consigo - é logo deitada por terra, literalmente. Rachel Rosen, também uma Nexus-6, ao dar-se conta de que sempre ocupa o último lugar na escala de empatia pessoal do nosso herói, inconformada com isso mesmo, empurra a cabra de Deckard, prédio abaixo, matando-a, claro está.
Ora, foi a pensar nesta história, assim brevemente resumida - tendo acabado, recentemente, de ler o livro - que aqui há dias me deparei com este simpático e sorridente gnomo de cerâmica, no café onde costumo ir, cá na Sertã.
Ao subir as escadas que dão acesso à parte mais recatada do estabelecimento, esta sorridente personagem, lá está, "eléctrica" e dotada de um qualquer sensor de movimento, logo garbosamente assobia, em jeito de piropo, ao cliente que se assoma a uma mesa para tomar uma bica ou beber uma água.
E se o assobio pudesse fazer realmente lembrar um tropical papagaio, verdadeiro, certo seria que tal estado de coisas só traria dores de cabeça ao proprietário do estabelecimento. Senão vejamos: que proprietário de estabelecimento hoteleiro se arriscaria, nos dias que correm, a abrilhantar o seu espaço com um exemplar deste tipo de aves tão astutas? A resposta: nenhum. Na verdade, o mais provável seria a pronta autuação, pelas entidades fiscalizadoras da salubridade e do gosto, de tais prevaricadores das normas higiénicas ditas "vigentes".
Assim, aqui temos este "Gartenzwerg", que não suja, não diz asneiras - outro aspecto a ter em conta, dado que os papagaios gostam de imitar tudo o que ouvem (o que aqui seria sempre um embaraço, dado o uso abundante e corrente do vernáculo) - e sempre avisa sobre a entrada de mais um ou vários convivas, predispostos, com toda a certeza, a "fazer despesa".
Sempre se pode pensar que realmente o futuro, afinal, não podia ter resultado tão mais diferente do que o previsto e imaginado!... Ficções...
quinta-feira, julho 17, 2008
Verão I
Se o Ocean's ainda estivesse aberto e tivesse uma piscina no terraço, esta seria a banda sonora!
Um Vintage a dar sede de outros Verões, de outros tempos!
quarta-feira, julho 16, 2008
Da Ordem
"Causídico
Após a leitura atenta de todos estes comentários, apenas me arrisco a dar um testemunho pessoal, porque sempre aprendi a falar apenas daquilo que conheço. Fiz o Estágio de dois anos, com o melhor patrono que poderia ter tido, que me deu trabalho, me inspirou e orientou. Nunca me tratou com paternalismo ou demasiada supervisão, assim que viu a qualidade do meu trabalho - aquela que eu procurava em cada noite de directa, com muito mais prazer do que a estudar para os exames, a preparar, às vezes duas alegações de recurso para processos distintos. Uma das coisas de que mais me orgulho é ainda hoje o meu Ilustre Patrono (agora ex) dizer que pouco ou nada me corrigia, dado o meu zelo e perfeccionismo. Enquanto exerci aquele patrocínio, estatutariamente limitado, que o estágio me impunha por forma a completar os créditos que me levariam a estar apto para exame, dos casos que tive, cinco ao todo (a comarca é densamente povoada de muitos que ficarão agora a olhar para as paredes ou a jogar solitário no portátil), três deles consegui a absolvição para o meu constituinte e dois culminaram na desistência de queixa e em acordo. Eu compreendo que, para muitos, tal caso é uma excepção, não podendo de maneira nenhuma fazer jus para a defesa de uma certa regra diferente daquela que, precisamente, insistem que existe. Contudo, sempre me pergunto: acaso não estarão agora a pôr "a carroça à frente dos bois"? É que é precisamente neste arredamento de quem ainda está a aprender - sem, contudo, ser nenhum garoto da escola primária inconsciente por estádio cognitivo - que se instila a insegurança e se acaba por dar razão ao que, espanto, se começou por dizer. Com uma agravante: um estagiário que faça o exame a uma terça e à segunda ainda é uma sub-species, à quarta já é advogado e é colocado como oficioso na barra - suponhamos. Se passou todo o estágio embrulhado em livros e em consultazinhas, que segurança tem para logo ali, à quarta-feira, poder advogar? Nunca viu nada, nunca soube nada. Há aqui, quer-me parecer, uma ideia um pouco bacoca mas tão típica deste país: O canudo dá tudo! Como se fosse por osmose. É o mesmo que ter alguém que nunca percebeu de arte ou outra coisa qualquer, de repente ser investido em umas quaisquer vestes e ter o milagre da sabedoria, por força do que sempre contemplou. Para as más-defesas haverá sempre a possibilidade de queixa aos Conselhos de Deontologia. E mesmo do lado dos cidadãos, a igual possibilidade de recusarem o advogado que lhes for facultado. A questão é que também todos nós temos de estar informados sobre tais direitos. Perdesse o Senhor Bastonário algum tempo nesse trabalho e talvez não tivesse havido tanta polémica. Por fim uma última interrogação: Se mantivermos arredados os noviços de todas as iniciações, de todos os ensinamentos práticos, que raio de Ordem queremos para o futuro? Acaso pensa alguém que seremos sempre nós a existir e a por, lá está, ordem? É que ninguém é "gerado e não criado". E mesmo o Senhor Bastonário também se fez Advogado, como todos nós. De certo me espantaria se viesse agora dizer que já tinha nascido assim. Se calhar com Toga e tudo. Num país de milagres e aparições..."
sábado, julho 12, 2008
MemeMosaic

Os créditos:
1. Cava de Viriato - Viseu, 2. Servidos ?, 3. Untitled, 4. A trip to the market of colour, 5. Jeri Ryan, 6. Perrier Mineral Water, 7. McWay Falls at Julia Pfeiffer Burns State Park, Big Sur, 8. Lampreia de Ovos - 2007, 9. 64495_008, 10. Happy Panda Girl, 11. Beatsville USA12. É minha!
As regras para a criação do mosaico são simples:
Procurar no Flickr a resposta para cada uma das perguntas que se encontram em baixo;
escolher uma imagem, usando apenas a primeira páginas de resultados;
copiar e colar o endereço de cada imagem no Mosaic Maker, configurando as colunas para 4×3 ou 3×4.
As perguntas:
1.O seu primeiro nome?
2.Comida preferida?
3.Em que escola estudou?
4.Cor favorita?
5.A sua «celebrity crush»?
6.Bebida preferida?
7.Férias de sonho?
8.Sobremesa preferida?
9.Carreira de sonho?
10.O que mais ama na vida?
11.Uma palavra para se descrever?
12.Nome de utilizador do Flickr (se não aparecer nenhum resultado, usem um de outro site qualquer)?
Passo o desafio ao Paulo, ao Augusto e à Passiflora Maré.
quinta-feira, julho 10, 2008
Pipocas 3G
Afinal, o que parecia ser uma boa desculpa, na óptica do "faça você mesmo", para ter os telemóveis ligados dentro das salas de cinema, não passa de uma imaginativa campanha publicitária.
quarta-feira, julho 09, 2008
segunda-feira, julho 07, 2008
Puro Vintage III
O espaço era amplo e arejado. Ao final da tarde, era ali que homens de ar grave e solene, sofrido e solitário alguns, marcados por mais um dia de trabalho outros tantos, se reuniam ou simplesmente, à beira de uma mesa, se abandonavam.quinta-feira, junho 26, 2008
Diáspora, Pinheiros e Subúrbios
sexta-feira, junho 20, 2008
Assim foi...
sexta-feira, junho 06, 2008
Sede de Vintage
Parafraseando, ainda que toscamente, Pessoa, sempre me aventuro a dizer:
Primeiro, sequiosos, depois, saciados.
E só de ver.
segunda-feira, junho 02, 2008
Menos ais...
domingo, junho 01, 2008
Será um Blackberry?...
quarta-feira, maio 28, 2008
Com vagar e em tempo
As regras costumeiras estavam tão enraizadas, naquela gostosa cumplicidade que mantinha com Pessanha, o empregado de mesa, sempre bem-disposto e de resposta bem lembrada e artilhada - ainda que sem qualquer malícia -, que até as piadas trocadas eram, há muito, as mesmas.
"Ò Senhor Camilo, então hoje não está com pressa?" - perguntava o bom do Pessanha.
"Hoje não, meu rapaz" - respondia Camilo, no suspirar satisfeito de quem se sentia dono do tempo, porque em dia de descanso.
"Olhe, já pelo sim pelo não, eu hoje atrasei o relógio do patrão".
"Ai sim? Como é que o fizeste, meu rapaz?" - inquiria o velho Camilo.
"Então, como? Pus uma rolha no buraco da bacia!" - atirava-lhe Pessanha.
Uma vez mais, em traços de suavíssima pena.
terça-feira, maio 27, 2008
Pressa
Para uma pena suave.
Geek Review, Tour de Blog
domingo, maio 25, 2008
"Portugal, Twelve Points, Le Portugal, Douze Points"
terça-feira, maio 20, 2008
Vintage Geek - Edição especial
Para todos aqueles que, como eu, consideram este um dos melhores jogos de estratégia dos anos noventa.
Pode também ser encontrado aqui.
quarta-feira, maio 14, 2008
terça-feira, maio 13, 2008
domingo, maio 11, 2008
Momento da Verdade
Respondendo na mais pura aleatoriedade planeada, sempre vou recordando um aforismo familiar, recuperado de um pequeno porta-revistas, feito de lona que se dá pelo nome de "Sanitário Real": "Nas prolongadas sessões, satisfazem quaisquer publicações".
Lanço o desafio à Bitchy Lady, ao Paulo e ao Júlio, porque também ele sabe dosear o bom humor em pequenas doses do mais puro talco de diamante.
segunda-feira, maio 05, 2008
Coisas que detesto ao volante
terça-feira, abril 22, 2008
Insight
Credits: Wallpapersábado, abril 19, 2008
terça-feira, abril 15, 2008
Puro Vintage II

Contra a folha de papel azul, sempre escolhida para coisas sérias, os caracteres iam sendo impressos, ao som ocluso que o batimento das teclas provocava. Ao chegar ao fim da linha, previamente marginada, um sinal sonoro estridente marcava a obrigação de "dar à alavanca" - uma rude tecla "Enter", muito mais grave e que se impunha por si própria -, fazendo o cursor mecânico posicionar-se imediatamente mais abaixo. Um movimento do rolo, dois ou três espaçamentos e lá recomeçava.
"Em regime de compropriedade com seu irmão..." e outros termos que tais, por ali iam ficando, dando a vinte e cinco linhas, a estampilhas e a selos brancos, a sua essência e verdadeiro propósito.
E se nos tempos livres, a esforçada, mas douta e sábia matrona, proprietária daquela Remington - uma verdadeira maravilha da técnica -, pensava em dar-lhe uso para os prazeres de uma escrita mais livre, o certo é que o tempo lhe ia sempre faltando.
No meio de colinas, vales e montes - daqueles que ficam "a-Trás" de outros tantos, os chamados por esse mesmo nome -, antigos feudos e morgadios fraccionavam-se, vendiam-se e compravam-se.
O movimento e o volume de serviço naquele Cartório podiam não ser comparáveis aos de um outro qualquer, no Porto, ou mesmo em Lisboa, mas dava para que, todos os dias, o expediente viesse sempre a encontrar o seu termo a horas incertas.
terça-feira, março 25, 2008
Puro Vintage
domingo, março 23, 2008
No Gira Discos
A banda sonora perfeita - porque acolhedora - para este gélido início de Primavera. Também nos traços suaves de uma certa pena.
(Rita Redshoes - Dream on Girl)
sábado, março 22, 2008
Ainda os malandrecos
quinta-feira, março 20, 2008
São uns malandros
terça-feira, março 18, 2008
Chuvas da Estação
Para tardes de chuva...
(Michael Nyman - The heart asks the pleasure first (The Piano - OST)
Também para suaves glosas.
quarta-feira, março 12, 2008
Emancipação
Um marco da luta pela emancipação e reconhecimento dos mais básicos direitos democráticos, cívicos e pessoais das mulheres, o sentido esta efeméride sempre passou, a meu ver, pela natural e merecida homenagem a todos os movimentos que levantaram barricadas em tal combate, frequentemente desigual; procurando, por outro lado, dar um alerta para o incumprimento ainda latente de muitas obrigações assumidas e devidas pelos poderes públicos soberanos e eleitos em sufrágio, lá está, universal.
Quer-me, pois, parecer curioso, o rumo que foi dado a tais comemorações, numa pequena vila deste jardim à beira-mar plantado.
De facto, nesta tal simpática vilazinha da Sertã - mais recentemente em destaque devido ao jogo para a Taça de Portugal, que opôs o Sertanense ao FCP - a homenagem pública que a edilidade decidiu levar a cabo teve como protagonistas "quatro mulheres do concelho da Sertã cujo percurso de vida foi marcado pelo sacrifício de criar uma descendência familiar maior que o habitual". Nas palavras do Presidente da Autarquia "esta homenagem afigura-se como uma forma de demonstrar consideração e estima pelo papel desempenhado pelas mulheres na sociedade, em especial à mulher-mãe”.
Ora, primeiro que tudo, entendo por bem deixar claro que o fruto desta minha inusitada curiosidade nada tem que ver com a verdadeira bondade de tais intenções. Na verdade, tenho para mim que tais preocupações foram mesmo valoradas a ponto de se sentir necessidade em premiar os referidos percursos de vida.
Contudo, ao ser-me permitida a crítica, não posso também deixar de entrever aqui um caminho que se abre para um paternalismo que em nada se coaduna com os propósitos de um fenómeno (precisamente, o da emancipação feminina) que sempre se mostrou em contra-corrente com tal estado de coisas, ora posto em destaque por via da referida homenagem. É que, na verdade, a realidade social que deu origem a tais experiências vivenciais sempre correspondeu a quadros familiares em que a mulher se encontrava num estado de pura subjugação, objecto - nunca sujeito - dos mandos e desmandos do chefe de família - o único a quem seriam reconhecidos, de modo pleno, todos os direitos civis.
Entenda-se também - em tempos tão exigentes nos moldes em que a opinião é expressa - que não me refiro em especial ou concreto a nenhuma das homenageadas.
É, pois, apenas um exercício de reflexão este que proponho:
Pelo menos três destas quatro mulheres viveram numa época em que, caso tivessem manifestado vontade de ganhar o seu próprio salário, precisariam sempre da autorização do marido para assinar um simples contrato de trabalho - assim estava previsto no Código Civil, antes da sua Reforma em 1977.
Pelo menos três destas quatro mulheres, caso tivessem sido vítimas das piores formas de coacção moral, psicológica ou mesmo sexual e decidissem sair de casa, poderiam ainda vir a ser sujeitas a uma maior humilhação pública: também o Código de Processo Civil anterior à Revolução de Abril, previa um expediente processual que se dava pelo nome de "Processo para Entrega de Mulher Casada".
Pelo menos a três destas quatro mulheres, pouca ou nenhuma legitimidade processual era reconhecida nos processos de divórcio - algo que sofreu igualmente profundas alterações legislativas, a partir de 1977.
Pelo menos três destas quatro mulheres foram contemporâneas de outras tantas que certamente passaram por tais dificuldades, criadas por um sistema que pouca ou nenhuma dignidade constitucional reconheceu a tais direitos fundamentais "no feminino".
E, por outro lado, que dizer da total ausência de uma verdadeira política de planeamento familiar e educação sexual, nunca assumida por poderes autoritários de tempos idos e tributários de um certo regime confessional conservador?
Enfim, apenas me parece pertinente deixar bem claro que, na minha opinião, o Dia da Mulher tem como propósito homenagear algo mais do que o eventual resultado de um possível, porque naqueles moldes concebível, estado de opressão que é para todos nós hoje tido como impensável, tacanho e retrógado.
Contudo, volto a repetir: a intenção é louvável e não deixa de ser um começo para a correcção de tudo aquilo que ainda faz parte de uma realidade social que não proporciona o mesmo tipo de igualdades ou apenas impõe uma redutora opção, porque não colocada num plano de livres escolhas.
Dizendo de outro modo, a maternidade - também hoje mais do que nunca a merecer um olhar atento do Estado Social, no sentido da criação de condições para o seu livre exercício - não tem de ser a única escolha possível.
É apenas uma escolha entre todas aquelas outras que às mulheres deve ser reconhecida, porque pares de pleno direito desta nossa "res publica".
Se assim não se pensasse, de que serviria a palavra "emancipação"?
À beira da Catedral, na esplanada, um debate de ideias.
quinta-feira, março 06, 2008
Olha, é o House, não é?
E antes de ser Doctor House ou mesmo o Zé Pesca (como, de resto, aqui se mantém), já Hugh Laurie era um bom artista, agradando qualquer um que o visse a trabalhar.
E também se ri aqui.
segunda-feira, março 03, 2008
Urban Style
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Filho da Pauta
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
A Feira da Arte
Tendo o Brasil como país convidado deste ano, a ARCO 2008 abriu ontem portas. À parte um ou outro contratempo, o certo é que Espanha deixa, uma vez mais a sua marca, na cultura ibero-americana e europeia. Mais pormenores aqui.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Haiku Carnavalesco
De entre os mascarados, quem os distingue?
Bar "Noites Longas", em Coimbra. Segunda-feira de Carnaval.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Há cem anos

"His life was gentle; and the elements
So mixed in him, that Nature might stand up,
And say to all the world, THIS WAS A MAN!" - William Shakespeare, Julius Caesar.
Tal como há cem anos, hoje e sempre, digamos:
Viva o Rei! Viva Portugal!
quinta-feira, janeiro 31, 2008
"Cartographya"
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terça-feira, janeiro 29, 2008
No início eram os "Warsaw"
sexta-feira, janeiro 18, 2008
I'm with the Band
Da Bibliotecária veio este desafio interessante: consiste em editarmos um álbum imaginário de uma banda igualmente imaginária - da qual faremos parte -, seguindo alguns passos.1. Comecemos por ir à Wikipedia. Aí chegados, cliquemos na opção Random Article (no painel esquerdo). O título do primeiro artigo que aparecer será o nome da nossa banda.
2. Seguidamente, iremos às Random quotes. Clicamos na opção "random quotes": as últimas quatro palavras da última citação que aparecer na página servirão como título do nosso álbum.
3. Ir ao Flickr - a terceira fotografia - não importa o que seja - será a capa do nosso álbum.
4. Por fim, devemos utilizar um gestor de composição gráfica de modo a reunir todos os elementos - recomendo o Motivator.
5. Os créditos para a minha montagem: Koyo Seiko, uma foto de andzer no Flickr e a citação "What other dungeon is so dark as one's own heart! What jailer so inexorable as one's self!", de Nathaniel Hawthorne (1804-1864).
Nos tops, a partir de hoje, os Koyo Seiko com o seu álbum de estreia "inexorable as one's self!". Aclamados pela crítica!
Um desafio nacionalizado que lanço à Mariana, ao Ricardo e ao Cachapa.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Direito de Resposta
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Bons Aromas - uma review pessoal
Feitas de Black Cavendish da mesma marca, estas cigarrilhas vêm com filtro aromatizado de cereja que permitem travos mais leves e adocicados.
Não recomendáveis para quem goste de aromas mais amargos.
Para mim, uma cigarrilha que se fuma facilmente, própria para quem queira começar a explorar algo mais do que simples cigarros, passando bons momentos de um momento, certamente, egoísta.
E dizem na Vícios Urbanos, de modo, a meu ver, tão iluminado quanto provinciano, que já não existem!
Que as deixaram de importar, por falta de procura - que muitas vezes se fica nos snobs clichés por ignorância -, isso, talvez...
Vale a pena experimentar.
Everyday Stuff
Em resposta ao desafio lançado pelo Cachapa, trago para a mesa da esplanada, entre uns bafos aromatizados de baunilha do meu "small cigar", uma brevíssima review acerca, não de um, mas de dois objectos do meu quotidiano: o meu moleskine e a minha caderneta de papel.O meme foi também encaminhado para a Mariana e para o Ricardo.
terça-feira, janeiro 08, 2008
domingo, janeiro 06, 2008
E piu se muove!
Ao toque continua quente e reconfortante...
Ao cheiro, aromatizado...
Ao sabor, o que cada um, LIVRE nos seus sentidos, puder apurar!
Também à Pena Suave.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
A tertúlia
"Nos cafés dou de beber à poesia..."
Couto Viana
Onde ficará agora o tempo em que, no fumo de um cigarro, o ligeiro discorrer e a cúmplice partilha fraterna de motes e glosas, de ideias e impressões marcavam as notas indeléveis de uma boa tertúlia?
Ficámos certamente mais higiénicos e a respirar um ar dito mais "puro", mas perdemos definitivamente o toque e o engenho de uma liberdade que marcou uma geração de pensamento livre, cuja imagem de marca residia, precisamente, nesse gesto de acender um "Definitivo" ou um "SG Ventil".
Abram agora alas para galões e bolos fat-free, porque já nem a cerveja será de bom tom pedir! Abram agora alas para gente saudável que apenas bebe suminhos de fruta, com um semblante de falsa santidade e insólita virtude.
A poesia, essa, procurará outros lugares onde beber, onde correr.
Post publicado também em Pena Suave
terça-feira, janeiro 01, 2008
O bar
O melhor Bar da Figueira da Foz, onde as caipiroskas e o Dry Martini têm um significado especial.
O lugar onde receber o novo Ano se torna um ritual de bom gosto, repleto de intensa cumplicidade.
Perfumaria Bar, na Figueira da Foz - para quem gosta de Pub's e sabe apreciar bons momentos.
sábado, dezembro 22, 2007
Lista de Presentes
Neste contexto e respondendo ao mote lançado pela Mariana, entrego-me de bom grado a esse pequeno prazer de muito bom gosto que é elaborar uma pequena lista de prendas mais ou menos impossíveis de receber.
Temos assim o seguinte Top10:
1. Um casino nas Caraíbas, com um contrato de exploração a sessenta anos;
2. Um CRN Navetta 43, iate;
3. Um T3 em Montecarlo, em condomínio fechado, com piscina;
4. Uma réplica em tamanho real de um Viper da primeira série da BattleStar Galactica;
5. Um jantar para a Mariana com a Kate Mulgrew, no Don Cesar em Cap d'Antibes;
6. Uma noite para duas pessoas no Palácio de Versalhes;
7. Uma visita à Estação Espacial Internacional;
8. Um caderno de esboços de Raphael;
9. Um dos livros de apontamentos de Leonardo Da Vinci;
10. Um Jaeger-LeCoultre Reverso.
E assim se vai passando o Natal na esplanada.
Mas, cumpre-me dizer que, na verdade, a melhor prenda que podia receber, nesta mesma linha de excentricidades, seria, precisamente, poder oferecer um Austin-Martin DBS a quem eu muito bem sei.
Outra lista do género em: Ricardo
sábado, dezembro 01, 2007
Ser Portugal... outra vez!!!
"Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!"
Fernando Pessoa
E na madrugada do amanhecer que se aproxima vou tomando como certo e seguro que ele será, um dia, o mesmo de há 367 anos atrás.
Que em todos nós haja um Bandarra.
Que, a bem deste Reino, a verdadeira Restauração não tarde!
Pois falta, mais do que nunca, cumprir Portugal!
Viva El-Rei! Viva Portugal!

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