terça-feira, novembro 20, 2007

Star Trek Enterprise - Um post, uma review geek



Respondendo ao desafio da Mariana, cumpre, pois, neste momento fazer a minha própria review acerca de mais esta série baseada e inspirada na visão de Gene Rodenberry - para mim, o Autor de ficção científica mais completo de todos (e atenção, eu cresci a ver a Galactica!).
Ao pegar no enredo que ficou em aberto no final de "Star Trek - First Contact", esta série procura relatar como foram aqueles primeiros tempos de verdadeira exploração espacial - as únicas fronteiras (para além do espaço - a última fronteira), a barreira da velocidade Warp 5 e um certo atraso científico com implicações na táctica de combate e na eventual força de persuasão, a que estamos habituados, mercê da mais finíssima tradição da Star Fleet.
De facto, e entrando na substância do desafio, uma das coisas que me faz mais "espécie" nesta série é o facto deste modelo de nave não ter escudos deflectores. Ao invés de tais escudos, o que parece haver - e já é bem bom - é o mecanismo de polarização da armadura do casco.
Por outro lado, não consigo entender como é que a tecnologia das armas de "phaser" está ainda tão pouco desenvolvida ao ponto de apenas existirem apenas dois canhões subdimensionados relativamente ao tamanho do disco da nave, para fazer face a situações de combate em que o nível de proximidade e as exigências de reacção podem ser elevados.
Na verdade, tenho para mim que tal opção conceptual não beneficiou em nada uma certa visão acerca do avanço científico a que supostamente se teria chegado no final do séc.XXII, em muito devido à cooperação dos Vulcanos.
Mas, olhando para aspectos mais mundanos da série, há coisas a que achei piada:
1. A tripulação está sempre a comer!
Quem vir os episódios da primeira época todos seguidos, não poderá deixar de constatar que há sempre várias cenas passadas na messe dos oficiais e na sala de jantar privada do comandante, relatando lautas refeições que não são nem confeccionadas por algum bonacheirão Neelix (Star Trek Voyager), nem fornecidas pelos replicadores (este outro pormenor a que também me custa habituar - a inexistência daquelas maravilhosas consolas, às quais basta apenas pedir o que se quer beber ou comer).
2. Gosto dos quadros que estão na sala de prontidão do Comandante Archer.
3. A nave tem qualquer coisa de "vintage" em tudo quanto é estrutura, equipamento, sem prejuízo dos reparos mais técnicos que acima fiz.
4. A Primeira Directiva é ainda algo em fase de idealização, o que torna muito mais densas todas as considerações morais e políticas, que, de certo modo, se encontram presentes em todos os enredos de Star Trek.
5. O relato dos primeiros contactos com civilizações como os Klingons e os Ferengi e outras tantas - umas que virão a fazer parte da Federação, outras que lhe oferecerão sempre luta.
No que toca ao genérico, a banda sonora é demasiado neo-romântica para o meu gosto, preferindo muito mais o tema sinfónico presente no "Star Trek Voyager" ou mesmo em "Deep Space Nine".
Contudo, a partir do momento em que escolhem o Scott Bakula para o papel de Jonathan Archer, tal escolha musical torna-se, de certo modo, compreensível... A impulsividade inusitada bem como um certo dramatismo teatral e ingénuo não se compaginam de modo nenhum com as minhas preferências.
Na verdade, para quem cresceu a ver personagens firmes e decididas como Jean-Luc Picard, William Riker e Kathryn Janeway, apenas pode ficar com uma impressão: o comandante Jonathan Archer fica muito aquém de qualquer um deles!
De qualquer modo e para finalizar, penso que o "Star Trek Enterprise" é uma série que, na onda de revivalismo que por aí anda na moda, apresenta uma proposta coerente no preenchimento de tudo quanto ficou por contar após o legado de Zeffrin Cochrane.
Entre a realidade e a utopia, este é um "post" verdadeiramente geek. Só para conhecedores!

1 comentário:

Mariana disse...

1. Realmente, não só estão sempre a comer como estão sempre a comer carne.

2. O Archer não tem a classe do Picard nem da Janeway. Quase que parece uma versão mais tosca - porque não coberta do simbolismo da série original - do Kirk.

3. Os canhões são tão wusses que só foram instalados a meio da primeira época. Até lá, tinham só os mísseis.

De qualquer maneira, quando é que começamos a ver a segunda época?